Mercedes-Benz

Mercedes joga à defesa. Com medo de um chinês?

Desde que passou a ter um chinês como maior accionista, a Daimler, a dona da Mercedes e da Smart, anda num frenesim. Será porque teme que Li Shufu decida passar a “dono” e controlar a empresa?

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  • Observador

Li Shufu, o dono da Geely e da Volvo, entre uma série interminável de outras empresas, surpreendeu a Daimler ao adquirir em Fevereiro uma fatia de 9,7% do grupo alemão, pela qual pagou cerca de 7,3 mil milhões de euros. Na realidade, qualquer pessoa ou entidade, com acesso a fundos, pode adquirir uma fatia considerável de qualquer companhia cotada em bolsa, desde que os seus accionistas se queiram desfazer dos seus títulos, pelo que o avanço do empresário chinês nada tem de estranho.

Posto isto, faz sentido a Daimler, à semelhança da maioria das empresas cotadas, proteger-se minimamente. E o grupo alemão também o faz, limitando até aqui que um só accionista pudesse controlar mais de 20% do capital. Contudo, o que o CEO da Daimler, Dieter Zetsche, afirmou agora à Automotive News foi que aprovou mais um conjunto de medidas para evitar que alguém realize um takeover hostil da companhia.

Depois das palavras de Zetsche, não faltou quem as interpretasse como uma posição anti-Li Shufu. Ao que o CEO respondeu: “Foi uma protecção necessária, em termos gerais, e não visando directamente ninguém.” Adiantou ainda que, tanto quanto sabe, “Li não está a preparar um reforço da sua posição em bolsa”, mas a realidade é que o chinês, caso esteja a pensar reforçar os 9,7% que já possui, dificilmente o confessará antes de consumar o acto.

Dieter Zetsche não especificou em que consiste a nova linha de defesa da Daimler, alegando que, caso o fizesse, perderia parte da sua eficácia. Ainda assim, avançou que, mesmo sem as novas medidas, a aquisição de acções em grande quantidade tornou-se muito mais dispendiosa, agora que o mercado está alertado para um eventual takeover. Em que, aparentemente, muitos acreditam.

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