PSA

PSA (e Opel) recorrem a caixa mágica. E híbrida

Há a caixa de Pandora, que ninguém quer abrir, e há a caixa da Punch Powertrain, que parece ser milagrosa e que resolve todos os problemas. Ou, pelo menos, os maiores. Vai estar ao serviço da PSA.

Os automóveis têm de passar a consumir menos, pois disso dependem as emissões de CO2 e, delas, as taxas elevadíssimas que os fabricantes terão de pagar caso não respeitem os limites impostos por Bruxelas. Perante este cenário, tudo o que é fabricante de automóveis, pelo menos os que vendem na Europa, têm tratado de encontrar novas soluções e como os clientes continuam a preferir os motores a gasolina e diesel, tratam de montar soluções híbridas para cortar entre 0,5 e 0,8 litros ao consumo. É pouco, mas pode ajudar a poupar milhões de euros no final do ano.

Todos os fabricantes estão a desenvolver soluções eléctricas e híbridas plug-in, de longe as mais interessantes e com potencial para reduzir drasticamente os consumos e emissões. Mas têm custos e causam algum desconforto – especialmente as eléctricas –, pelo que o futuro imediato passa pela introdução dos híbridos mais simples, denominados mild hybrid. Se há marcas que investem fortunas a desenvolver aplicações deste tipo para a suas mecânicas, há outras que preferem trocar investimentos maiores e custos unitários reduzidos, por zero investimento e custos por unidade mais elevada. Como a PSA.

Ligeiramente atrasadas face aos concorrentes neste domínio, as marcas do Grupo PSA – Peugeot, Citroën, DS e Opel/Vauxhall – decidiram recuperar a desvantagem com um projecto chave na mão. Em vez de desenvolver uma solução própria, adquiriram um verdadeiro dois-em-um. Ou seja, duas tecnologias de que necessitavam, num único sistema. E o fornecedor escolhido foi uma empresa do grupo chinês Yinyi, que é o actual dono da belga Punch Powertrain.

Os belgas com capital chinês – aliás, como a PSA, sendo que no grupo francês os chineses detém apenas cerca de 14%s – saltaram há tempo para as notícias, ao desenvolverem uma caixa de dupla embraiagem muito compacta, apesar de ter no seu interior um motor eléctrico alimentado por um sistema a 48V, para ser mais potente (face aos de 12V). Denominada DT2 e capaz de ser montada em praticamente todos os veículos, a caixa de dupla embraiagem evita grandes alterações no veículo, onde apenas é necessário encontrar espaço para montar a bateria de iões de lítio, por sinal bastante pequena nos mild hybrid e, por isso mesmo, passível de ser acomodada em qualquer lado.

Prevê-se que as primeiras motorizações com a caixa DT2 surjam em 2022, o que revela uma certa confiança por parte da PSA; uma vez que multas vão começar a doer já em 2019, quando os fabricantes têm de respeitar 95% dos limites legais, e sobretudo a partir de 2020, quando terão de cumprir 100% dos valores (95g de CO2).

Recomendador: descubra o seu carro ideal

Não percebe nada de carros, ou quer alargar os horizontes? Com uma mão-cheia de perguntas simples, ajudamo-lo a encontrar o seu carro novo ideal.

Recomendador: descubra o seu carro idealExperimentar agora
Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: alavrador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)