Burla

Cidadãos angolanos acusam empresa brasileira de burla de mais de 203 milhões de euros

Mais de mil angolanos denunciaram uma alegada "burla" da empresa brasileira Build Angola, em investimentos, para construção de residências, em que passados dez anos "nenhuma foi entregue".

Mais de mil angolanos denunciaram uma alegada “burla” da empresa brasileira Build Angola, em investimentos superiores a 240 milhões de dólares (203 milhões de euros), para a construção de residências, em que passados dez anos “nenhuma foi entregue”.

A situação foi relatada esta quarta-feira à Lusa por um dos coordenadores da comissão de lesados, Hélio Silvestre, que atribui culpas à antiga Agencia de Investimento Privado (ANIP) de Angola, pelo facto de “certificar uma empresa que não era idónea”, lamentando por isso o “silêncio das autoridades”.

Somos no total 1.160 pessoas lesadas. Estamos a falar em mais de 240 milhões de dólares, que as pessoas investiram neste projeto. A situação é preocupante. Nós já reportamos, na altura, o assunto à antiga direção da Procuradoria, ao antigo Presidente da República e nada”, disse.

Os projetos imobiliários, sob tutela da Build Angola, para a construção de condomínios residenciais nas províncias angolanas de Luanda e Bengo, tiveram uma massiva divulgação em 2008, o que despertou a adesão de cidadãos para a concretização do sonho da casa própria.

Sonhos que, segundo Hélio Silvestre, foram transformados, dez anos depois, em autênticos pesadelos, afirmando tratar-se de um “caso de burla e com a conivência da extinta ANIP”, afirmando mesmo que “estão à sua sorte”, pois a “justiça para esse caso está de férias”.

É por isso que voltamos a escrever para o novo Presidente da República, para a Procuradoria-Geral da República, para a Provedoria de Justiça e para a Assembleia Nacional, sobretudo a quinta comissão, para que nos acudam e ajudem a resolver o caso”, apontou.

“Nossa Vila, Bem Morar, Nosso Lar, Quintas do Rio Bengo e Copacabana” são alguns dos nomes dos condomínios promovidos na época, por figuras públicas angolanas e brasileiras, mas que passados dez anos, explicou Hélio Silvestre, alguns dos espaços publicitados estão “vedados e outros sem qualquer construção”.

O grupo de lesados está esperançoso que o caso conheça agora algum avanço, com a existência de um novo Procurador-Geral da República, depois de terem já ouvido “alguns pronunciamentos em acompanharem o caso”, pese embora ainda não tenham sido ouvidos.

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