Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O Comité Judicial do Senado divulgou cerca de duas mil páginas de entrevistas feitas ao filho e genro de Donald Trump e outros intervenientes numa reunião nas Trump Towers, em junho de 2016, noticia a CNN. Esta reunião terá servido, alegadamente, para recolher informação que pudesse ser usada contra Hillary Clinton e tem estado no centro da possível ingerência russa na campanha norte-americana.

Este material pretende ser uma visão mais abrangente do que foi a reunião de 20 minutos entre Donald Trump Jr. (o filho), Jared Kushner (genro e conselheiro do Presidente dos Estados Unidos), Paul Manafort (que foi diretor na campanha nas Presidenciais), Natalia Veselnitskaya, uma advogada russa com ligações ao Kremlin, e mais quatro pessoas. A promessa era que a advogada teria informações que podiam ser usadas contra a candidata presidencial Hillary Clinton.

O comité entrevistou Donald Trump Jr., o promotor de música britânico Rob Goldstone, o lobista russo-americano Rinat Akhmetshin, o tradutor Anatoli Samochornov e Ike Kaveladze, um russo com ligações ao oligarca Aras Agalarov. Os documentos incluem também respostas de Natalia Veselnitskaya, declarações de Jared Kusher e uma página de notas de Paul Manafort.

Os participantes declararam que a advogada Natalia Veselnitskaya não forneceu informações sobre Clinton, antes focou-se nas sanções dos Estados Unidos à Rússia por violações dos direitos humanos.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Já em julho de 2017, Donald Trump Jr. tinha divulgado a troca de emails com Rob Goldstone para agendar esta reunião que tinha como objetivo fazer “investigação de oposição política”, mas que, segundo Goldstone., se tornou “o maior absurdo que alguma vez ouviu”. A CNN analisa a totalidade dos emails aqui.