Governo

Governo garante continuar a investir em obras públicas mas setor está preocupado

O Governo assegurou que vai "continuar a fazer crescer o investimento" em obras públicas, sensibilizando ainda a União Europeia "para a necessidade de não fazer cortes

ANTONIO DASIPARU/EPA

Autor
  • Agência Lusa
Mais sobre

O Governo assegurou esta quarta-feira que vai “continuar a fazer crescer o investimento” em obras públicas, sensibilizando ainda a União Europeia “para a necessidade de não fazer cortes”, mas o setor da construção está “preocupado” com estes orçamentos em 2019.

Penso que estamos alinhados quanto ao desígnio em continuar a fazer crescer o investimento neste setor, com investimentos necessários para o desenvolvimento do país, e é assim que o estamos a fazer agora”, disse o ministro do Planeamento, Pedro Marques, à agência Lusa.

Falando à margem da abertura da 20.ª edição da Feira Internacional de Construções e Obras Públicas (Tektónica), em Lisboa, o responsável assinalou que “o investimento [no setor] em 2017 cresceu praticamente 10%, contribuindo muito para os bons resultados da economia”.

Realçando que, no ano passado, “o Governo lançou também investimentos muito significativos na área da ferrovia”, o ministro notou que “não só [esses investimentos] estão no terreno e, portanto, já têm impacto no orçamento deste ano”, em zonas como a Beira Baixa ou o Alentejo, como foi agora lançado um “investimento muito significativo de centenas de milhões de euros que se vão projetar na sua execução no ano de 2019 e de 2020”. “E vamos continuar a lançar investimentos ao longo deste período”, acrescentou Pedro Marques, garantindo que a ferrovia “é este ano e há de continuar a ser no próximo ano uma prioridade governamental”.

Ao mesmo tempo, o executivo está a “sensibilizar a União Europeia para a necessidade de não fazer cortes nas políticas de coesão”, no âmbito do orçamento daquela instituição para 2019. Nos “próximos meses”, o Governo vai ainda debater os “investimentos prioritários” do programa de apoios comunitários Portugal 2030, segundo Pedro Marques.

O responsável aludia às preocupações elencadas pelo presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), Manuel Reis Campos, relacionadas com o Orçamento do Estado para 2019 e com o orçamento da União Europeia.

Fizemos o trabalho de casa com tempo, neste Governo e nesta legislatura, preparámos concursos e as obras estão agora a ir para o terreno – como na área da ferrovia – e estamos a começar a fazer já o debate para a próxima época, portanto parece-me que estamos alinhados com as preocupações da CPCI”, adiantou Pedro Marques.

Porém, Manuel Reis Campos disse estar “preocupado com os dois orçamentos”. No que toca ao português, o responsável frisou que “o investimento privado foi o motor do relançamento [do setor da construção e do imobiliário] e é preciso que o investimento público acompanhe”. Ressalvando que o Orçamento do Estado “depende de um pacto político”, Manuel Reis Campos falou na importância de se alcançar tal acordo, já que “há questões do setor, como a reabilitação urbana e as grandes obras, que não são partidárias, são políticas e devem ser assumidas agora”.

Quanto ao orçamento de Bruxelas, sustentou que “se a União Europeia define o setor da construção e do imobiliário como um grande motor, deve ter em atenção” as verbas atribuídas.

Não devemos ser prejudicados pelos cortes, que terão de ser noutras atividades e não na nossa”, adiantou Manuel Reis Campos.

A Tektónica é uma das maiores feiras internacionais na área da construção e das obras públicas em Portugal e, na edição deste ano, regista um aumento de 20% no número de face a 2017, ultrapassando os 500, numa área de 30 mil metros quadrados.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Governo

A política e os advogados de negócios /premium

Luís Rosa
329

A Ordem dos Advogados devia ser a primeira interessada em esclarecer o caso do ministro Pedro Siza Vieira. Mas o seu silêncio corporativista revela que não tem interesse em meter ‘as mãos na massa’.

Política

A hipocrisia das casas da esquerda /premium

Filomena Martins
190

Costa fez negócios de especulação imobiliária com idosos que tanto criticou. Iglesias comprou um chalet de luxo e violou o código de ética que impôs no Podemos. É a hipocrisia moralista da esquerda.

Europa

Falta de confiança  /premium

Manuel Villaverde Cabral

Por todo o lado são cada vez mais os eleitores que se abstêm ou que se viram para os «populistas» que tudo prometem e, até agora, não conseguem mais do que piorar as coisas, aumentando a instabilidade

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

Detalhes da assinatura

Acesso ilimitado a todos os artigos do Observador, na Web e nas Apps, até três dispositivos.

E tenha acesso a

  • Assinatura - Aceda aos dados da sua assinatura
  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Inicie a sessão

Ou registe-se

Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)