António Guterres

Guterres apela a uma UE cada vez mais unida num mundo cada vez mais perigoso

O secretário-geral da ONU apelou a uma UE "cada vez mais unida", cuja voz se faça ouvir num mundo cada vez mais perigoso, e saudou os esforços europeus para salvar o acordo nuclear com o Irão.

OLIVIER HOSLET/EPA

O secretário-geral da ONU apelou esta quarta-feira em Bruxelas a uma UE “cada vez mais unida”, cuja voz se faça ouvir num mundo cada vez mais perigoso, e saudou os esforços europeus para salvar o acordo nuclear com o Irão.

Numa conferência de imprensa conjunta com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, após ter sido convidado da reunião do colégio do executivo comunitário, António Guterres começou por sublinhar a “cooperação exemplar entre a UE e as Nações Unidas”, que deseja cada vez mais intensa e frutuosa, para fazer face às crescentes ameaças mundiais.

“Temos a guerra fria de volta, com uma diferença: não há hoje os mecanismos que existiam na guerra fria anterior, de diálogo, de contactos, de controlo, para garantir que as coisas não fugiam de controlo devido a um qualquer incidente”, declarou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas.

Apontando a multiplicação de conflitos, o terrorismo, as alterações climáticas e os efeitos perversos da globalização entre as ameaças de hoje, Guterres comentou que, “neste mundo perigoso, é absolutamente essencial preservar duas coisas: as instituições de governação multilateral e o respeito pelo Estado de Direito nas relações internacionais”.

“E para tal ser possível, e sabemos as dificuldades que enfrentamos, o papel da Europa, o papel da União Europeia é absolutamente essencial. Por isso, o meu apelo aqui em Bruxelas é o seguinte: que a UE seja cada vez mais unida, cada vez mais efetiva, cada vez mais presente, e que a sua voz seja cada vez mais ouvida nas relações internacionais enquanto um pilar central do multilateralismo”, disse.

Guterres manifestou-se “muito grato pelo excelente apoio político e financeiro (da UE) às operações da ONU por todo o mundo e ao processo de reformas em curso”, e referiu-se em concreto à questão do nuclear iraniano, afirmando que tem a agradecer ao presidente da Comissão e à Alta Representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini, “as medidas em preparação por parte da União” para conseguir preservar o acordo nuclear do qual os Estados Unidos se retiraram, e das quais foi informado durante o encontro de hoje em Bruxelas. “Só posso fazer votos para que essas medidas tenham sucesso”, disse.

Questionado sobre o teor das medidas, nomeadamente ao nível da proteção das empresas europeias, Jean-Claude Juncker escusou-se a aprofundar o tema, já que o mesmo vai ser discutido hoje à noite num jantar informal de líderes da União Europeia, em Sófia, no qual Portugal estará representado pelo primeiro-ministro, António Costa. Juncker reafirmou todavia o firme empenho da UE em “manter vivo o acordo concluído entre os diferentes parceiros e o Irão”.

“Não o queremos vê-lo em chamas porque o consideramos de uma importância primordial para a paz na região e para a paz mundial. Pensamos que pôr um fim ao acordo ameaça gravemente a paz e segurança. Gostava que esta noite acordássemos uma atitude comum e uma abordagem comum na nossa relação”, disse.

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