Presidente Trump

Mentiras colocam em causa democracia americana, diz Tillerson

Secretário de Estado despedido por tweet de Donald Trump diz que os EUA enfrentam uma "crescente crise de ética e integridade". Mentiras dos seus líderes ameaçam a democracia, diz Rex Tillerson.

MICHAEL REYNOLDS/EPA

O ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, demitido por Donald Trump e substituído no cargo pelo líder da CIA Mike Pompeo, disse esta quarta-feira que a democracia americana está ameaçada por uma “crescente crise de ética e integridade”, e que os norte-americanos estão a abdicar da sua liberdade se aceitarem as mentiras dos seus líderes, num discurso duro aparentemente dirigido ao antigo patrão.

Num discurso no Instituto Militar de Virginia, o antigo governante da administração Trump deixou uma série de recados na sua primeira aparição pública após o seu despedimento, conhecido através de um tweet publicado por Donald Trump, quando estava a regressar de uma viagem ao continente africano.

“Se os nossos líderes esconderem a verdade, se nós como povo formos recetivos a teorias alternativas que já não estão baseadas em factos, então nós como cidadãos americanos vamos na direção de abdicarmos da nossa liberdade”, disse Rex Tillerson.

O ex-chefe da diplomacia norte-americana foi mais longe e disse que, se o povo norte-americano não enfrentar o que considera ser uma crescente crise de integridade e ética na sociedade norte-americana e entre os seus líderes, tanto no setor público como privado, então a democracia norte-americana como a conhecemos pode estar a entrar nos seus últimos anos.

Rex Tillerson teve um curto e atribulado mandato enquanto secretário de Estado, enfrentando em vários momentos relatos de que Donald Trump estaria a equacionar o seu despedimento e com alguns confrontos mais notórios com o Presidente norte-americano, menos adepto da diplomacia mais discreta que Rex Tillerson tinha vindo a praticar. Tillerson não tinha experiência na causa pública até Donald Trump o convencer a trocar a presidência da Exxon, uma das maiores petrolíferas do mundo, pela administração norte-americana.

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