Facebook

Zuckerberg vai ser ouvido no Parlamento Europeu

O fundador do Facebook vai ser ouvido no Parlamento Europeu por causa da venda de dados à Cambridge Analytica. Audição pode acontecer já na próxima semana. Rede social agradece oportunidade.

Mar Zuckerberg foi ouvido no Congresso norte-americano em abril, também por causa do caso Cambridge Analytica

Getty Images

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, aceitou o convite do presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, para se deslocar a Bruxelas para “esclarecer questões relacionados com o uso dos dados pessoais” pela rede social, no seguimento do caso Cambridge Analytica.

Em comunicado, Antonio Tajani adiantou que Zuckerberg será recebido no Parlamento Europeu assim que possível, talvez já no decorrer da próxima semana. O fundador do Facebook irá encontrar-se “com os líderes dos grupos políticos e com o presidente do Comité sobre Liberdades Civis, Justiça e Assuntos Internos”, Claude Moraes.”Os nossos cidadãos merecem uma explicação completa e detalhada. Elogio a decisão de Mark Zuckerberg de aparecer perante os representantes de 500 milhões de europeus”, afirmou Tajani, acrescentando que o encontro vai ajudar a “restaurar a confiança” dos utilizadores no Facebook.

“A prioridade do Parlamento é assegurar o correto funcionamento do mercado digital, com um elevado nível de de proteção dos dados pessoais, regras efetivas em relação ao copyright e à proteção dos direitos do consumidor. Os gigantes da Web têm de ser responsáveis pelo conteúdo que publicam, incluindo notícias falsas e conteúdos ilegais”, concluiu o presidente do Parlamento Europeu.

Num comunicado enviado ao Observador, a sede francesa do Facebook disse: “Estamos ansiosos pela reunião no Parlamento Europeu e agradecemos a oportunidade para dialogar, ouvir as suas opiniões e mostrar os passos que estamos a seguir para proteger melhor a privacidade das pessoas”.

A audição de Mark Zuckerberg no Parlamento Europeu surge no seguimento da polémica internacional envolvendo a empresa Cambridge Analytica, acusada de ter recuperado dados de 87 milhões de utilizadores da rede social, sem o seu consentimento, para elaborar um programa informático destinado a influenciar o voto dos eleitores, favorecendo a campanha de Donald Trump. Em abril, Zuckerberg foi ouvido no Congresso norte-americano pela mesma razão.

Artigo atualizado às 21h36 com o comunicado da sede francesa do Facebook

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