Cultura

Cinema português “está de parabéns” com mais um prémio em Cannes

O secretário de Estado da Cultura afirmou que "o cinema português está de parabéns", com o prémio conquistado por Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, na quarta-feira, no Festival de Cinema de Cannes.

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado, afirmou esta quinta-feira que “o cinema português está de parabéns”, com o prémio conquistado por Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, na quarta-feira, no Festival de Cinema de Cannes, na França. O filme português “Diamantino”, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, venceu o Grande Prémio da Semana da Crítica do Festival de Cinema de Cannes, que decorre até sábado naquela cidade do Sul de França.

Questionado pela agência Lusa, no parlamento, o governante congratulou-se pelo prémio, felicitou os realizadores e sublinhou a importância de “mais um prémio para o cinema português, vindo de um fórum do cinema tão importante como Cannes”. O prémio foi atribuído por um júri, presidido pelo realizador Joachim Trier e composto pelos atores Chloe Sevigny e Nahuel Pérez Biscayart.

“Diamantino”, a primeira longa-metragem de ficção de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, conta “a história de Diamantino, interpretado pelo ator Carloto Cotta, uma superestrela do futebol mundial, cuja carreira cai em desgraça”. Além de Carloto Cotta, o elenco desta coprodução entre Portugal, Brasil e França inclui Cleo Tavares, Anabela Moreira, Margarida Moreira, Carla Maciel, Filipe Vargas, Manuela Moura Guedes, Joana Barrios e Maria Leite.

“Diamantino”, refere a produtora, “vai ter estreia comercial em Portugal, numa data a anunciar brevemente”. Gabriel Abrantes e o norte-americano Daniel Schmidt têm trabalhado juntos nos últimos anos em filmes como “Tristes Monroes” (2017) e “A History of Mutual Respect” (2010). Além de “Diamantino”, havia outro filme português em competição na Semana da Crítica do Festival de Cinema de Cannes, a curta-metragem “Amor, Avenidas Novas”, de Duarte Coimbra, feita em contexto escolar e produzida pela Escola Superior de Teatro e Cinema.

O filme de Duarte Coimbra, de 21 anos, trabalho final do curso de Realização da Escola Superior de Teatro e Cinema e o primeiro “a sério” que fez, “é muito pessoal”. O realizador quis fazer, como explicou em entrevista à Lusa, “uma história de amor, um filme romântico, que se passasse nos dias de hoje” em Lisboa, cidade onde cresceu e passa os dias. “Amor, Avenidas Novas, estreou-se no final de abril no IndieLisboa, nas competições nacional e internacional.

A 57.ª Semana da Crítica de Cannes, um dos programas paralelos do festival francês, decorre até esta quinta-feira. A 71.ª edição do Festival de Cinema de Cannes termina no sábado. Para o encerramento, Cannes escolheu “O homem que matou D. Quixote”, projeto antigo de Terry Gilliam agora concretizado, em estreia mundial no festival.

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