Pornografia Infantil

Maior operação de combate à pornografia no Brasil resulta na prisão de 100 pessoas

Na maior operação de combate do Brasil, 2,6 mil polícias de todo o país estão a fazer a apreensão de arquivos com conteúdos relacionados a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes.

Antonio Lacerda/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A maior operação de combate à pornografia infantil no Brasil já resultou na prisão de 100 pessoas, de acordo com informações do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, divulgou esta quinta-feira a imprensa brasileira. Segundo o portal eletrónico de notícias G1, estão a ser cumpridos 578 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal (Brasília) e em outros 24 estados, entre os quais São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A ação, intitulada ‘Luz na Infância 2’, é coordenada pelo Ministério Extraordinário da Segurança Pública e realizada pelas polícias civis de cada estado. Ao todo, 2,6 mil polícias de todo o país estão a fazer a apreensão de arquivos com conteúdos relacionados a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes.

Os suspeitos também estão a ser detidos em flagrante. Os alvos foram identificados pela Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública com base em dados recolhidos em ambientes virtuais. A operação está a ser realizada às vésperas do Dia Nacional de Combate à Violência e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

De acordo com o G1, parte dos presos é reincidente no crime, mas a maioria nunca havia sido detida, sobretudo devido à dificuldade de rastrear esse tipo de material. Na primeira fase da operação ‘Luz na Infância’, realizada a 20 de outubro de 2017, foram cumpridos 157 mandados de busca e apreensão de computadores e arquivos digitais. Nesta altura, 112 pessoas foram presas.

De acordo com a Polícia Civil, o nome da operação foi escolhido em referência à ação metafórica de incidir luz sobre a infância. “Os acusados deste tipo de delito agem às sombras da internet e devem ter suas condutas elucidadas e julgadas”, referiu ainda a polícia.

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