Viseu

Colheita de cereja no norte do distrito de Viseu atrasada três semanas

As condições climatéricas provocaram um atraso de cerca de 3 semanas colheita de cereja no norte do distrito de Viseu, mas produtores garantem que haverá fruto de qualidade à venda.

O Festival da Cereja foi-se afirmando como um evento de referência nacional na promoção deste fruto

ANTÓNIO JOSÉ/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A colheita de cereja no norte do distrito de Viseu está atrasada cerca de três semanas devido às condições climatéricas, mas produtores de Resende e de Lamego garantem que haverá fruto à venda em quantidade e com qualidade.

O concelho de Resende vai produzir cereja com boa qualidade e em quantidade, se não vier chuva que a estrague”, disse à agência Lusa o produtor Rogério Silva, que tem cerca de 15 hectares de terrenos com cerejeiras.

Segundo o produtor, a cereja mais afetada foi a das quintas situadas nas zonas ribeirinhas, que é a primeira a florescer.

“Choveu em abril e destruiu as flores. Nessas zonas, a produção foi prejudicada, sobreviveu apenas 10% da cereja, mas cá para cima não, a cereja frutificou bem e só está atrasada”, explicou.

Rogério Silva contou que este ano ainda só tem duas pessoas a ajudá-lo a apanhar cereja, bem diferente do que aconteceu em 2017, e que a quantidade que apanhou é “muito insignificante”, tendo apenas mandado 60 quilos para o Luxemburgo.

No ano passado, meti o pessoal todo a apanhar cereja no dia 17 de abril. Este ano, ainda só meti duas pessoas, o resto do pessoal só começará na segunda-feira”, afirmou, contando que terá a trabalhar consigo entre 12 a 15 pessoas.

Na opinião de Rogério Silva, a chuva é “o pior inimigo” dos produtores de cereja desta região, não só na altura da frutificação, mas também na da apanha.

“O tempo está ótimo e aqui em cima haverá uma boa produção, se não chover. Mas se chover estraga tudo, porque pode rachar e apodrecer”, contou.

Opinião semelhante tem Ricardo Simões, presidente da associação Amijóia – Amigos e Produtores da Cereja da Penajóia, segundo o qual, “este ano, a colheita está atrasada mais ou menos três semanas, em comparação com um ano normal”.

Este atraso deve-se a chuvas que houve na altura da floração e ao frio, que levou a que atrasasse toda a produção de cereja”, explicou.

Segundo Ricardo Simões, houve “uma quebra acentuada” na produção das variedades mais precoces, mas, nas outras, “a produção já está normal”.

“Como tem estado bom tempo, a cereja está carnuda, tem uma textura boa, está crocante e doce”, realçou o produtor, que tem quatro hectares de terrenos com cerejeiras.

Ricardo Simões garantiu à Lusa que o fruto não vai faltar na Montra da Cereja da Penajóia, que se realiza nos dias 26 e 27, na cidade de Lamego.

A mostra, que é organizada pela Amijóia e vai na oitava edição, realiza-se este ano mais tarde precisamente devido ao atraso verificado na colheita de cereja, na sequência dass condições climatéricas atípicas.

Em Resende, o Festival da Cereja está marcado para 02 e 03 de junho, estando prevista a presença de mais de cem produtores.

O Festival da Cereja teve a sua primeira edição em 2002 e foi-se afirmando como um evento de referência nacional na promoção deste fruto.

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