A marca espanhola apostou em força nos SUV, como parece ser a moda actual para a generalidade dos construtores, e se já oferece uma gama com o pequeno Arona e o “médio” Ateca, prepara-se para reforçar o armamento ao introduzir um modelo maior e com espaço para sete passageiros. A estética deste que será o futuro topo de gama da Seat ainda não é conhecida – uma vez que o modelo será apenas comercializado mais próximo do final de 2018 –, mas o que já se conhece é a denominação Tarraco, a nome porque era conhecida a cidade espanhola Tarragona no tempo dos Romanos.

O baptismo do Tarraco foi um processo longo, em parte porque foi alvo de um concurso aberto aos fãs da marca, que avançaram uma série interminável de sugestões, para depois eleger nove finalistas e, por fim, o vencedor. Mas o maior atraso ficou a dever-se à possibilidade de a Catalunha se tornar independente. Enquanto a hipotética independência esteve em cima da mesa, não fazia sentido um construtor, que se comprometeu a baptizar os seus modelos com nomes de localidades e regiões espanholas, utilizasse o nome de uma “futura” cidade catalã, esse mais que improvável país independente.

Passado o “perigo” – da independência, é claro –, a Seat assumiu a denominação votada pelos fãs e prepara já a apresentação do seu terceiro e maior dos SUV para final do ano. O Tarraco recorrerá à mesma base já utilizada no Grupo Volkswagen pelo Tiguan Allspace e Skoda Kodiaq, todos eles a disponibilizar até sete lugares graças a um comprimento mais generoso.

Ao serviço do SUV da Seat vão estar motores a gasolina e diesel, os primeiros representados pelo 1.4 TSI, que surgirá em várias versões e pelo 2.0 TSI, enquanto a gasóleo será o 2.0 TDI a brilhar. As caixas serão manuais ou de dupla embraiagem, enquanto a transmissão será assegurada por duas ou quatro rodas, sendo as primeiras mais interessantes para o nosso país, especialmente para o Tarraco poder ser homologado como movolume e pagar Classe 1 na portagem da auto-estrada. O novo SUV estará ainda equipado com um sistema mild hybrid, o mesmo que surgirá no futuro Volkswagen Golf, destinado a reduzir o consumo e as emissões poluentes.

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