Marcelo Rebelo de Sousa diz já sentir saudades de António Arnaut, o “amigo constante e de uma sensibilidade excecional”.

Pude acompanhar pessoalmente os últimos meses da sua intensíssima vida. E de todas as vezes que estive com ele retive, para além de uma coragem psíquica, uma coragem física sem limites.”

Ao Observador, o Presidente da República fala de “um grande lutador pela liberdade, um tenaz democrata, um empenhado batalhador pela justiça social de que a criação do SNS foi, porventura, o exemplo mais marcante.”

Fala ainda do passado do político e do resistente: “Foi um constituinte fogoso, um orador brilhante, um resistente a todas as dificuldades e aos mais complexos desafios políticos, antes e depois do 25 de abril.”

Costuma dizer-se que a democracia fica mais pobre com o desaparecimento de personalidades como a sua. Neste caso, tanto ou mais que noutros, não é uma figura de estilo. É a pura realidade.”

Uma perda na dimensão pessoal e institucional, admite Marcelo Rebelo de Sousa: “Como amigo, tenho já saudades com a sua partida. Como cidadão e Presidente da República, agradeço-lhe tudo o que fez por Portugal.”