A entrada em cena do Worldwide harmonized Light vehicles Test Procedure (WLTP), método de determinação de consumos e consequente emissão de CO2, tem representado um problema maior do que seria de prever para muitos dos fabricantes. Curiosamente, ou talvez não, são os modelos a gasolina que mais sofrem com a forma mais correcta e próxima da realidade que o WLTP representa, por comparação com o antigo e ultrapassado New European Driving Cycle (NEDC).

Com o WLTP, modelos como o BMW M3 e alguns Série 7 ficaram de fora, e viram a sua produção ser suspensa, em parte pela necessidade de terem de recorrer a filtros de partículas, aqueles sistemas que até aqui eram apenas necessários para os motores diesel, como se da queima da gasolina não resultasse igualmente a emissão de finas partículas para a atmosfera.

O M3 morreu e o M550i só se safa com filtro de partículas

Se a introdução do WLTP já está a provocar toda esta revolução, o “pior” está por vir, quando entrar igualmente em vigor o Real Driving Emissions (RDE), destinado a complementá-lo, confirmando em condições reais de utilização, os valores atingidos em testes laboratoriais, com a maioria a prever desde já grandes divergências em casos específicos.

A mais recente vítima do WLTP é o Peugeot 308 GTi de 270 cv, cuja produção vai ser descontinuada a partir de Junho, devido ao facto de o modelo ultrapassar os valores máximos permitidos.

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Segundo a marca francesa, os técnicos estão já a estudar uma forma de reduzir as emissões do motor 1.6 THP, que deverá passar pela inclusão de um filtro de partículas, entre outras modificações. Ainda de acordo com os responsáveis franceses, o 308 GTi não deverá regressar às linhas de montagem antes de Outubro, se respeitar, como se espera, os limites após as modificações.