Jaime Marta Soares, presidente demissionário da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, tem um requerimento de mais de mil sócios a pedir a demissão de Bruno de Carvalho, avança o Diário de Notícias. De acordo com o jornal, as assinaturas já foram verificadas e validadas pela mesa da assembleia geral e por uma sociedade de advogados. Isso dá vantagem à assembleia geral para destituir o presidente do Sporting se este não o fizer voluntariamente: sem o requerimento seria preciso convocar uma assembleia geral para o fazer.

A notícia surge depois das quase quatro horas de reunião dos órgãos sociais na última segunda-feira em Alvalade. Marta Soares pediu a Bruno de Carvalho que se demitisse, mas o presidente do Sporting insiste em ficar argumentando que não há justa causa para o afastar do cargo. O líder dos leões deu quatro motivos para se manter no posto, os mesmos que já tinham sido usados no sábado. Agora há um prazo de três dias para marcar uma nova reunião para chegar a um acordo, explica o Observador no artigo aqui em baixo.

Quatro horas que se resumem num parágrafo, dois encontros pouco discretos e a AG: os bastidores do Sporting

Quanto ao requerimento que Marta Soares tem em mãos, e que pode acelerar a destituição de Bruno de Carvalho, o documento fala de “revogação com justa causa e efeitos imediatos do mandato” dos sete elementos que ainda compõem o Conselho de Direção, afirma o Diário de Notícias. A justificação para essa destituição é a “sucessão de atos lesivos”, a “desprestigiante atuação pública dos membros do Conselho de Direção”, a “postura de constante divisão do clube” e as “suspeitas e investigações de corrupção no desporto”.

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Com este documento a Assembleia Geral Extraordinária pode mesmo acontecer num prazo de um mês, mas apenas se Bruno de Carvalho não a impugnar: isso já aconteceu no passado, recorda o Diário de Notícias, quando Eduardo Barroso e Daniel Sampaio lideravam a Mesa de Assembleia Geral e aceitaram o requerimento dos sócios André Patrão e Miguel Paim. Estava-se em janeiro de 2013 e a assembleia extraordinária não se realizou porque o presidente Godinho Lopes e o resto do Conselho de Direção se demitiram em bloco.