Ministério do Mar

Via Navegável do Douro deve ter mais-valias às populações

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, defendeu esta sexta-feira que o projeto da Via Navegável do Douro deve trazer mais-valias às populações dos vários territórios atravessados pelo rio.

PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, defendeu esta sexta-feira que o projeto da Via Navegável do Douro deve trazer mais-valias às populações dos vários territórios atravessados pelo rio, através de parcerias com operadores privados. Segundo a ministra, “a maior segurança e a maior operacionalidade” que existem atualmente nesta via devem ser usadas “para dar mais-valias às populações, para criar mais empregos”.

“E para que os habitantes do Peso da Régua e dos outros concelhos não estejam só a ver passar as embarcações, mas também sejam recetores de mais-valias desta atividade económica, que nós queremos que cresça, mas que cresça dando benefícios acrescidos às populações”, afirmou, durante uma cerimónia no edifício da Via Navegável do Douro, na Régua. Ana Paula Vitorino disse que, até agora, têm sido incentivadas “parcerias entre os organismos da administração pública, os organismos que exercem soberania nos vários territórios, e isso está a funcionar muito bem”.

“Mas esta parceria tem que extravasar os organismos da administração central. Devem-se incentivar a relação e as parcerias entre a administração central e a administração local, conjugando pontos de vista, potenciando o planeamento e o ordenamento do território, as mais-valias que o território tem para dar”, frisou. Na sua opinião, “estas parcerias têm que ser estendidas aos operadores privados, não só aos operadores que usam o rio, mas também a tudo aquilo que é o tecido económico e empresarial que existe nesta região, para que possa haver uma maior aproximação entre projetos”.

A governante destacou a importância da Via Navegável do Douro “para todo o desenvolvimento social, económico e até de sustentabilidade ambiental desta região” e que a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) “tem sido pioneira em todos os grandes projetos de mudança na área marítimo-portuária”. “Eu tenho apresentado este projeto da Via Navegável do Douro em toda a parte do mundo e os operadores e as autoridades portuárias ficam deslumbradas”, contou a ministra, acrescentando, que, para além de dar orgulho, o projeto tem também de “dar mais-valias” ao território.

Durante a sua visita, a ministra do Mar inaugurou a reabilitação do Cais da Régua, que representou um investimento de 513 mil euros. A beneficiação do cais teve como objetivo melhorar a acessibilidade, a fruição local e os níveis de segurança e conforto, tanto no embarque como no desembarque de passageiros.

Durante a manhã, foi também inaugurado o Centro do Controlo da Via Navegável do Douro, no edifício da APDL, e apresentado o plano de Gestão de Segurança e Emergência no Rio Douro, que está integrado no RIS — River Information Service. O novo centro e plano de gestão integram a segunda fase de execução do projeto “Douro’s Inland Waterway 2020”, que teve início em 2016.

Com um orçamento global de 76 milhões de euros, o “Douro’s Inland Waterway 2020” visa melhorar as condições de segurança e os sistemas de comunicação e de informação ao longo de toda a Via Navegável, corrigir os constrangimentos no canal e nas eclusas de navegação e criar condições para que mais empresas possam usar o Douro como meio de transporte.

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