Congresso do PS

Ronaldo distraiu congresso socialista. E não, não é o “Ronaldo do Eurogrupo”

Com Ronaldo a disputar a final da Liga dos Campeões, houve quem abandonasse a sala do congresso para assistir à partida no ecrã gigante do Exposalão. E Álvaro Beleza foi apenas a primeira vítima.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Autor
  • Miguel Santos Carrapatoso

15 minutos de jogo, mais de 14 horas de congresso. Cristiano Ronaldo desce pela ala direita, Álvaro Beleza sobe ao palco. O Estádio Olímpico de Kiev está a rebentar pelas costuras, o Exposalão da Batalha tem pouco mais de meia sala. O extremo do Real Madrid remata cruzado, o médico serve-se do lema da Eurovisão para arrancar alguns aplausos. Ronaldo causa o primeiro grande bruaá da noite depois de a bola ter passado a poucos centímetros da barra, o socialista arranca alguns tímidos aplausos. E, até a jogar em casa, Álvaro Beleza teve de dividir atenções com o capitão da seleção nacional.

Os trabalhos do segundo dia de congresso socialista arrastam-se penosamente para o fim, entrecortados, aqui e ali, por algumas intervenções dignas de registo. Na praça de alimentação, onde as bifanas concorrem com os croissants e o gin rivaliza com cerveja, já são muitos os socialistas de olhos postos no ecrã gigante que vai transmitindo o duelo entre o Real Madrid e o Liverpool. Na Ucrânia, joga-se a final da Liga dos Campeões. Na Batalha, desespera-se pelo final dos trabalhos e pela interrupção para jantar.

“Gosto dos dois Ronaldos, mas hoje estou a torcer pelo Cristiano”

“O importante do congresso já passou, só falta a votação. E os melhores discursos já foram, também. Nós não almoçámos, nem lanchámos. Estamos a tentar descontrair e ver a bola”, suspira um dos muitos militantes que vieram do Seixal, gel no cabelo e copo de gin na mão. “Oxalá o Ronaldo vença hoje”, solta.

Caras conhecidas contam-se poucas. Numa mesa, ao centro, Fernando Rocha Andrade, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, e Graça Fonseca, secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, ambos de costas para o jogo, a enganarem a fome, enquanto a hora do jantar não chega.

É na fila de cadeiras dispostas mesmo junto ao écrã gigante que se descobrem os mais aficionados e é entre os adeptos mais aficionados que a pergunta se impõe: Cristiano Ronaldo ou Mário “Ronaldo do Ecofin” Centeno?

“Gosto muito do Mário Centeno, é um homem cheio de categoria. E o Ronaldo é uma máquina. Olhe, gosto dos dois, fazem muito bem ao país, mas hoje estou a torcer pelo Cristiano. E aquilo lá dentro…”, vai dizendo um militante que percorreu mais de 130 quilómetros entre Almada e a Batalha para assistir a um congresso socialista morninho, morninho, morninho.

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