Serviço Nacional de Saúde

Três quartos das unidades de saúde familiar insatisfeitas com ministério

Cerca de três quartos (76%) das Unidades de Saúde Familiar (USF) estão insatisfeitas com a atuação do Ministério da Saúde, revela estudo da Associação Nacional das USF, apresentado em Gondomar.

PAULO CUNHA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Cerca de três quartos (76%) das Unidades de Saúde Familiar (USF) estão insatisfeitas com a atuação do Ministério da Saúde, revelou um estudo da Associação Nacional das USF, apresentado este sábado em Gondomar, distrito do Porto.

No segundo dia do 10.º Encontro Nacional das USF – Unidades de Saúde Familiar, a associação apresentou a nona edição de um estudo que promove desde 2005, e onde aponta um crescimento do descontentamento, quando comparado com a realidade em 2015. Segundo a mostra, o número de coordenadores de USF insatisfeitos “passou de 8,5% em 2015 para 35,2 % em 2017”, sendo que a “soma com os muito insatisfeitos perfaz 76,1%”, lê-se no documento a que a agência Lusa teve acesso.

O estudo pretende caracterizar o estado da reforma dos cuidados de saúde primários (CSP) desde 2005, ano da sua criação, através da avaliação que os coordenadores da USF fazem do momento atual da mesma. A quase totalidade (91,4%) das USF ‘modelo A’ querem passar a ‘modelo B’ (um modelo mais avançado que prevê metas e incentivos para os profissionais), no ano em que o Governo “bloqueou na totalidade a abertura” das segundas, refere o estudo.

A situação, adianta, dá razão à associação nacional de USF na promoção de uma petição online para o fim das quotas para a constituição de ‘modelos A’ e a eliminação das quotas na evolução para os ‘modelos B'”.

Destacando ser o “capital humano” a “maior riqueza de todo o tipo de organizações”, a USF-AN exige um “plano de recursos humanos nacional a curto, médio e longo prazo”, motivando, dessa forma, “os profissionais a continuarem a apresentar candidaturas a USF de modo a que seja conseguida uma cobertura a 100% daquelas unidades em Portugal”.

Ainda segundo o documento, “até maio de 2018, existiam em Portugal 501 USF”, estimando a associação que “abranjam nove mil profissionais” que prestam cuidados de saúde a “quase seis milhões de pessoas”.

O censo decorreu entre abril e 09 de maio e foram inquiridos todos os coordenadores de USF em atividade, tendo sido conseguida uma taxa de resposta de 71,4% (342 das 479 USF existentes no início do estudo), naquela que é a segunda taxa de resposta mais alta de sempre e com o maior número absoluto de respondentes, congratula-se o presidente USF-AN, João Rodrigues, citado pelo documento.

Considerando que estes estudos têm conseguido fornecer informação nova sobre aspetos importantes da evolução da reforma dos CSP ao permitir identificar áreas que necessitem de maior apoio e atenção ao seu desenvolvimento, apontando caminhos para a sua melhoria, o nono exercício mantém a linha traçada.

Assim, as três principais áreas que os coordenadores alterariam para melhorar o funcionamento das USF são os “Recursos Humanos na Saúde”, “processo de trabalho” e “equipamentos e materiais”.

Expandir a autonomia de gestão dos Agrupamentos dos Centros de Saúde, o desenvolvimento da governação clínica e de saúde e a implementação do enfermeiro de família e das várias profissões de saúde (fisioterapia, dentista, psicólogo, terapia da fala, entre outros) são outras algumas das melhorias reclamadas pela associação no documento hoje apresentado.

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