As vendas globais do Grupo Volkswagen deram um salto de 8,1% durante os primeiros quatro meses de 2018, o que significa que o conglomerado germânico cresceu de 3,34 milhões de veículos entregues a clientes entre Janeiro e Abril de 2017, para 3,61 milhões de unidades vendidas durante o período homólogo de 2018.

Todas as marcas que compõem o grupo cresceram, sendo sobretudo a performance comercial na Europa e na China a explicação para os (bons) resultados agora anunciados. Isso e a “transfiguração” na oferta, que se tardou a encetar caminho pelos SUV, rapidamente foi alvo de uma alteração estratégica, com este tipo de modelos a passar a estar entre as prioridades – ou não fosse o segmento dos SUV aquele que mais evidencia um crescimento da procura.

Depois do eclodir do escândalo relacionado com a manipulação de emissões, em Setembro de 2015, tudo levaria a crer que a Volkswagen tardaria a “endireitar-se”. Sucede que, desde então, o grupo germânico rendeu-se à “SUVização” e tem explorado o filão de todas as maneiras e feitios. Na Volkswagen, com uma nova geração do Tiguan, com direito até a uma versão de sete lugares (Allspace). Mas também com um crossover mais pequeno, de carácter urbano e dado á personalização, o “português” T-Roc. Aliás, não deixa de ser interessante notar que o modelo que é produzido na Autoeuropa é já o segundo SUV mais vendido pela Volkswagen, atrás do líder Tiguan. A caminho dos stands também o Touareg de nova geração, que já foi apresentado, e um pequeno crossover com base na plataforma do Polo, o T-Cross, ainda por revelar na versão de produção.

Mas a Seat é, talvez, a marca do universo Volkswagen onde mais evidente é a aposta nos SUV. O construtor espanhol passou de não ter nenhum modelo para apelar à clientela que se sente atraída por este tipo de veículos, para passar a dispor do Ateca e do Arona. Para breve, está também prevista a chegada do Tarraco, de sete lugares. E na Skoda, a história conta-se de forma muito semelhante: a marca checa “trocou” o Yeti pelo Kodiaq e pelo Karoq, estando já trabalhar numa proposta para o segmento B. Enquanto isto, a Audi apostou nos extremos da sua família SUV, lançando o mais pequeno Q2 e preparando, já para este ano, a chegada do maior e mais luxuoso Q8. De recordar ainda que a Bentley viu as suas vendas crescerem à custa da introdução do Bentayga, realidade que a Lamborghini já está a replicar com o Urus.

Para se ter uma ideia mais concreta da importância dos SUV nos resultados do Grupo Volkswagen, bastará notar que, entre Janeiro e Abril deste ano, este tipo de propostas registou na Europa um incremento de vendas de 36% – um aumento que é tão mais significativo quanto considerarmos que os restantes segmentos acusaram uma variação nula. Dito de outro modo, nos mercados europeus, o crescimento das vendas fez-se exclusivamente à conta dos SUV.

Além do bom desempenho do T-Roc, é de destacar o crescimento de dois dígitos nas vendas dos Audi Q2 e Q5, bem como o Seat Arona, que acende ao top 5 dos SUV mais vendidos no Grupo Volkswagen, graças às 25.600 unidades transaccionadas que registou entre Janeiro e Abril.