O líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, defendeu esta terça-feira que a decisão sobre a despenalização da eutanásia deveria ser remetida para depois das próximas eleições legislativas, afirmando que não se devem “apanhar os portugueses de surpresa”.

Numa intervenção no debate dos quatro projetos de lei sobre a despenalização da eutanásia, Fernando Negrão — que é pessoalmente contra — salientou que não renega a natureza da democracia representativa, não se tratando, portanto, “de uma objeção por falta de legitimidade”.

“Mas, da mesma forma que não abdico do poder representativo de que estou imbuído como deputado da Nação, também me recuso a extravasar esse direito”, afirmou, salientando que apenas o PAN tinha esta matéria no seu programa eleitoral.

Por essa razão, o líder da bancada do PSD — na qual haverá liberdade de voto — defende que “a menos de ano e meio das próximas eleições legislativas” os portugueses gostariam de “ter esse tempo para maturar e formar com mais certeza e consciência” as suas posições sobre este tema.

“Em matérias da dimensão como, por exemplo, da eutanásia, não podemos, nem devemos, apanhar os portugueses de surpresa”, afirmou.