É uma amizade peculiar, a de Chelsea Clinton e Ivanka Trump. Certo que ambas sabem o que é ser a filha do presidente dos Estados Unidos, mas muito antes disso a relação entre ambas já dava que falar na imprensa internacional. O que parece ter sobrevivido às eleições norte-americanas de 2016 — em que Hillary Clinton defrontou diretamente Donald Trump –, não terá aguentado a presidência de Trump.

Numa entrevista publicada este fim de semana no britânico The Guardian, Chelsea Clinton reserva palavras duras para a amiga. Questionada sobre a recente viagem de Ivanka a Jerusalém, a propósito da inauguração da embaixada norte-americana, Clinton responde: “Ela é uma adulta. Ela pode tomar as suas próprias decisões. Quer dizer, ela tem 36 anos”.

A opinião sobre a performance de Ivanka na administração do pai estende-se aos filhos mais velhos de Donald Trump: “Eles são adultos que tomaram a decisão de trabalhar nesta administração.”

Chelsea, com 38 anos, explicou em entrevista como lidou com a mãe na primeira corrida presidencial desta, em 2008. “Tinha muito orgulho em apoiar a minha mãe, mas eu não concordava com ela em algumas coisas fundamentais”, diz, referindo-se em particular ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. “Nunca defendi essa posição porque não acreditava que era a coisa certa a fazer.”

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As duas mulheres, antes amigas, sempre tiveram pontos em comum: além de loiras, são provenientes de famílias poderosas com contactos e ligações importantes. Em 2015, numa entrevista à Vogue, Chelsea chegou a elogiar publicamente Ivanka: “Ela está sempre ciente das pessoas que estão em redor e faz com que todos se estejam a divertir. Não há nada de superficial na Ivanka”.

As palavras duras e recentes de Chelsea sobre a amiga com quem já não fala há muito tempo — ela mesmo o admite — fazem com que alguns meios de comunicação escrevam que, na opinião da filha de Hillary Clinton, Ivanka conseguia fazer melhor e não merece simpatia alheia.