O Benfica conseguiu esta noite ficar apenas a um passo da eliminatória decisiva da Liga de basquetebol, após vencer o FC Porto no Dragão por 96-90 no jogo 3 da meia-final. Desta forma, o encontro do próximo domingo terá apenas duas conclusões possíveis: ou os encarnados fecham a decisão ou os azuis e brancos forçam a “negra” que será disputada na Luz.

Basquetebol. FC Porto bate Benfica e ganha vantagem nas meias-finais do ‘play-off’

Ao contrário do que aconteceu nos primeiros dois encontros na Luz, que terminaram de forma distinta mas começaram da mesma forma, o Benfica nunca deixou que o FC Porto disparasse no marcador, mantendo sempre o equilíbrio no resultado e liderando até dois minutos do final do primeiro período, altura em que os dragões, com lances livres de Miguel Miranda e António Monteiro, passaram para a frente, chegando ao final dos dez minutos iniciais na frente por dois pontos (19-17).

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Mas havia um pormenor que acabaria por fazer toda a diferença: a eficácia nos lançamentos de longa distância dos comandados de José Ricardo. E foi dessa forma que o segundo período arrancou, com dois triplos de Tomás Barroso e um de Miroslav Todic a obrigarem Moncho López a pedir um desconto de tempo (21-26). Os encarnados chegaram a ter uma vantagem de nove pontos (21-30), os azuis e brancos ainda encurtaram distâncias mas o intervalo chegou com os visitantes por cima (39-43).

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As características do encontro mantiveram-se nos derradeiros 20 minutos: é certo que o Benfica teve uma ligeira melhoria em relação aos dois jogos iniciais desta meia-final na tabela decisiva (um dos aspetos mais débeis), mas a grande diferença esteve sempre na capacidade de tiro exterior, que para os encarnados servia para arrefecerem ânimos quando o FC Porto conseguia uma maior aproximação e, no caso dos dragões, funcionou como barómetro na ânsia de encostar no resultado traída por uma clara ansiedade na hora do lançamento. Foi assim que o último período chegou com os encarnados na frente por 60-67.

No último tempo, foram as águias a gerir da melhor forma os nervos e a ansiedade normais num momento decisivo da época (também numa fase em que os dragões foram protestando em demasia algumas decisões do trio de árbitros) mas os visitados tiveram coração para agarrarem ainda o Benfica ficando apenas a uma posse de bola de diferença com pouco mais de um minuto por jogar: na primeira, com o resultado em 84-87, Carlos Morais teve mais um triplo fantástico do meio da rua; na segunda, com apenas dois pontos de vantagem (88-90), Pitts conseguiu desequilibrar com uma entrada para o cesto com o tempo de ataque quase a esgotar, fazendo um lançamento na passada. A oito segundos do final, o FC Porto ainda conseguiu ganhar um ressalto ofensivo, “colar” nos 90-92 mas José Silva, na linha de lance livre, “matou” o jogo com o 90-94, margem que seria ampliada de novo na linha de lance livre por Carlos Morais depois de mais um triplo falhado pelos dragões.