Cristiano Ronaldo quer mais que duplicar o salário no Real Madrid. De acordo com o jornal El Confidencial, o jogador português apresentou ao presidente do clube as condições para continuar a alinhar pelo merengues — entre elas, e de forma destacada, o avançado quer passar receber 50 milhões de euros limpos por ano, mais do dobro face aos atuais 21 milhões.

A cifra colocaria o português acima de Leoner Messi, com um salário anual de 43 milhões de euros. Mas essa será apenas uma das razões a mover Ronaldo. A outra tem que ver com o processo que lhe foi movido pelo Fisco espanhol e que poderá levar o jogador a desembolsar largos milhões de euros — entre 12 e 25 milhões, é o intervalo — por obrigações tributárias não cumpridas.

O descontentamento não vem de agora. Longe disso. Este é, na verdade, mais um episódio no eterno braço de ferro entre o craque português e aquela que foi a sua casa nos últimos nove anos.

Ainda assim, uma boa parte da torcida madridista tremeu quando, há uma semana, logo depois do final da Liga dos Campeões, Cristiano Ronaldo deixou no ar a ideia de que estava de malas feitas para outras paragens. “Agora é a hora de aproveitar o momento e nos próximos dias vou dar uma resposta aos adeptos, que sempre estiveram ao meu lado. Foi muito bom estar no Real Madrid, nos próximos dias vou falar”, disse Cristiano Ronaldo, entrevistado pela BeIN Sports minutos depois de a sua equipa ter vencido o Liverpool e conquistado a competição pelo terceiro ano consecutivo. Foi um balde de água gelada num dia de festa.

Nos dias seguintes, escreveu-se que o Paris Saint Germain (foi quase sempre do PSG que a ameaça surgiu com mais força) estava disposto a avançar um valor chorudo pela cláusula de rescisão do internacional português — o contrato refere o valor astronómico de 1000 milhões de euros, mas o PSG admitia avançar 150 milhões de euros. E, segundo o desportivo espanhol “As”, até estava capaz de pagar 45 milhões de euros anuais por um salário que colocaria Ronaldo acima de Messi na tabela dos mais bem pagos do mundo. Até agora, nada disto foi concretizado.