Rádio Observador

Eslovénia

Conservador Janez Jansa vence legislativas na Eslovénia mas sem maioria

O antigo primeiro-ministro conservador Janez Jansa é o vencedor das eleições legislativas realizadas na Eslovénia, mas terá falhado a meta de uma maioria parlamentar, segundo as primeiras projeções.

ANTONIO BAT/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O antigo primeiro-ministro conservador Janez Jansa é o vencedor das eleições legislativas realizadas hoje na Eslovénia, mas terá falhado a meta de uma maioria parlamentar, segundo as primeiras projeções divulgadas pela televisão pública TvSlo.

O Partido Democrático Esloveno (SDS) de Janez Jansa, que centrou a sua campanha eleitoral em mensagens anti-imigração, terá obtido 24,4% dos votos, à frente do independente Marjan Sarec (12,6%) e do Partido do Centro Moderno do primeiro-ministro cessante Miro Cerar (9,8%), de acordo com uma sondagem à boca das urnas realizada pela agência Mediana.

O partido Levica (esquerda) terá conseguido 9,5% dos votos e o Partido Social-Democrata uma votação de 9,3%, indicaram os mesmos dados.

“Demos um primeiro passo para uma Eslovénia forte e responsável na Europa”, afirmou Jansa, considerado muito próximo do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, numa primeira reação publicada na rede social Twitter.

Marjan Sarec, um antigo humorista de 40 anos que se converteu num político liberal, já reconheceu a vitória de Jansa e desejou-lhe boa sorte, mas afirmou, no entanto, que não irá negociar qualquer coligação com o líder conservador, segundo noticiou a agência de notícias STA.

Os analistas anteveem que Jansa, de 59 anos, terá sérias dificuldades para formar governo, uma vez que não irá conseguir uma maioria parlamentar para governar sozinho e quase todas as forças políticas rejeitam uma aliança com um “populista de direita”.

Só a conservadora Nova Eslovénia, que terá conseguido nas eleições de hoje uma votação na ordem dos 6,6%, mostrou-se disponível para formar uma coligação com Jansa.

Janez Jansa assumiu o cargo de primeiro-ministro por duas vezes, entre 2004 e 2008 e entre 2012 e 2013, ano em que foi condenado a dois anos de prisão por corrupção, dos quais apenas cumpriu seis meses.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Rússia

A síndrome de Istambul chegou a Moscovo /premium

José Milhazes

O Kremlin teria um sério teste à sua popularidade se permitisse a realização de eleições municipais em Moscovo e do governador de São Petersburgo limpas e transparentes. Mas isso não deverá acontecer.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)