O Governo está a trabalhar para que a tarifa social para clientes vulneráveis do gás de botija “seja uma realidade este ano”. A informação foi avançada esta terça-feira no Parlamento pelo secretário de Estado da Energia. Jorge Seguro Sanches revelou ainda que várias empresas manifestaram o seu interesse em participar neste projeto e “estão disponíveis para suportar os custos desta tarifa solidária”, que terá um preço inferior para famílias com menores rendimentos. Este é o modelo que está a ser aplicado na tarifa social da eletricidade, com a contestação por parte das empresas elétricas, e que será estendido também ao gás natural.

Seguro Sanches afastou contudo a possibilidade de uma fixação administrativa dos preço do gás de botija ou garrafa, o chamado GPL (gás de petróleo liquefeito). Lembrando que o preço do gás de garrafa está indexado ao valor do petróleo que tem estado a subir, o governante avisa que com uma imposição de preços administrativo, existe o risco de que o abastecimento não chegue a determinados pontos do interior do país, por questões de viabilidade económica. Ora é precisamente nas zonas rurais do interior onde os consumidores não têm a alternativa do gás natural.

O governante o exemplo de Espanha que, apesar da dimensão do mercado, tem menos operadores do que Portugal, o que será uma consequência de um regime de preços fixados a nível administrativo que impõe em alguns casos perdas aos operadores.

PS propõe criação de tarifa solidária para o gás de botija

O Governo anunciou no final do ano passado, o lançamento de um projeto piloto para a tarifa solidária do GPL com a petrolífera espanhola Cepsa, mas ainda não está no terreno.