Voluntariado

Associações ibéricas preocupadas com recurso excessivo a voluntários em festivais de verão

As associações que representam o trabalho voluntário em Portugal e em Espanha estão preocupadas com o excesso de voluntários nos festivais, que funcionam "como mão-de-obra gratuita".

Os festivais de verão recorrem habitualmente ao trabalho de voluntários

ANDRÉ DIAS NOBRE/OBSERVADOR

A Confederação Portuguesa de Voluntariado (CPV) e a Plataforma de Voluntariado de Espanha (PVE) — os membros ibéricos do Centro Europeu do Voluntariado — estão preocupadas com o “uso de ‘voluntários’ como mão-de-obra gratuita, particularamente em eventos de grande envergadura”, como festivais de verão.

Num comunicado distribuído às redações, as duas instituições que representam os voluntários na península Ibérica sublinham que a utilização de voluntários em eventos desse tipo é uma “clara substituição de postos de trabalho” que “falseia a identidade do voluntariado”, nas palavras do presidente da CPV, Eugénio Fonseca.

Os grandes festivais de música que decorrem em Portugal todos os anos recorrem habitualmente a largas centenas de voluntários. O Rock in Rio, por exemplo, recorria a 400 voluntários até que, em 2016, deixou de recorrer a trabalho voluntário pela primeira vez.

O tema voltou à ordem do dia recentemente, com a realização do festival da Eurovisão em Lisboa. O festival contou com o trabalho de cerca de 400 voluntários, o que significa que cerca de um terço das pessoas que trabalharam no festival não foram remuneradas. Isso levou o Partido Socialista a questionar o Governo e a RTP sobre o assunto.

As duas organizações não governamentais estiveram reunidas em Lisboa a 29 de maio para “definir objetivos comuns de ação para os próximos anos”, pretendendo “estabelecer um modelo de trabalho que impulsione o voluntariado”.

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