À primeira vista, o novo BMW X5 dá ares de X3 mais encorpado – e outra coisa não seria de esperar, já que a linguagem de design da marca não mudou. Mas a quarta geração do SUV – ou SAV (Sports Activity Vehicle), como a BMW prefere designar – cresceu, em todos os sentidos.

O comprimento fixa-se nos 4.922 mm (mais 36 mmm face ao seu antecessor), a largura é agora de 2.004 mm (mais 66 mm), a altura sobe 19 mm (1.745 mm), a distância entre eixos é ampliada em 42 mm, passando a ser de 2.975 mm.

Nessas medidas encaixa-se um design robusto, com um certo apelo dinâmico, confirmado aliás pelo facto de o X5 ser o primeiro modelo da marca a ser disponibilizado com jantes de liga-leve de 22 polegadas. Um opcional, como muitos outros – das luzes laser com LED adaptativos, passando por outros requintes como ao Welcome Light Carpet, iluminação ambiente para a área de acesso a bordo…

Tecnologia a rodos. Ou uma lista interminável de opcionais?

Será mais por aquilo que faz, do que por aquilo que aparenta, que o X5 dá um significativo salto em frente. A evolução é, sobretudo, evidente no capítulo da tecnologia, pois a qualidade dos materiais e o rigor na construção é algo que se espera (naturalmente) de um produto BMW.

No habitáculo, o destaque vai para dois ecrãs de 12,3 polegadas, disponíveis de série, um ao serviço do sistema de infoentretenimento, o outro no lugar do painel de instrumentos. A marca designa-o de Live Cockpit Professional, da mesma maneira que a rival dos quatro anéis chama a sua solução de Audi Virtual Cockpit… Têm nomes distintos, mas obedecem ao mesmo princípio: facilitar a vida de quem vai ao volante, exibindo ao centro informações do sistema ou as indicações da navegação, e empurrando para as extremidades do display o velocímetro e o conta-rotações, por exemplo.  A ideia é que o condutor tenha sempre no seu campo de visão a informação que lhe é mais conveniente.

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Mas porque o conforto é outro dos itens mais valorizados pelo cliente da marca, a BMW não se esqueceu de dotar o novo SUV com uma série de opções (extras): ar-condicionado de quatro zonas; tejadilho panorâmico (superfície vidrada é 23% maior do que na anterior geração); iluminação interior em LED; sistema de som da Bowers & Wilkins com 20 altifalantes e 1.500 watt de potência. E, ainda, um sistema de entretenimento ao dispor dos ocupantes dos assentos posteriores, com um ecrã de 10,2 polegadas. Se acha que a lista acaba por aqui, está enganado!

Embora o lançamento no mercado esteja previsto para Novembro, alguns destes opcionais só estão disponíveis em Dezembro. É o caso, por exemplo, de outra das novidades no novo X5: uma terceira fila de bancos, com lugar para dois e acesso facilitado pela deslocação eléctrica da segunda fila.

Quem não larga o telefone gostará de saber que a bordo encontra carregamento wireless e que, através do smartphone, poderá aceder a uma série de funções no veículo e até accionar a ignição. Já quem aproveita para trabalhar em deslocação, tem um X5 com Microsoft Office 365 e Sype for Business, que recebe upgrades de software “over the air”.

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Quase autónomo

No domínio dos sistemas de segurança e de assistência ao condutor, o leque de funcionalidades do SUV germânico aponta à condução (quase) autónoma com o Driver Assistant Professional, que inclui um cruise control adaptativo com Stop & Go mais avançado; assistente de manutenção na faixa de rodagem, alerta de saída involuntária; entre uma série de outras ajudas. Pela primeira vez, está disponível o Assistente de Paragem de Emergência, funcionalidade que é capaz de travar o veículo (se necessário) e conduzi-lo para a berma – algo que o Volkswagen Arteon, por exemplo, já introduziu o ano passado.

A par de tudo isto, há packs para todos os gostos, com a grande novidade aqui a encontrar-se noutro opcional: este BMW é o primeiro X a disponibilizar um pack Off-Road.

Quando chega e com que motores

Sendo produzido em Spartanburg, nos EUA, o X5 começa por ser vendido em finais de Outubro, tendo prevista a chegada a Portugal em Novembro. Sob o capot podem surgir um de três blocos, dois a gasóleo e um a gasolina, todos eles seis cilindros em linha. Assim, além do X5 xDrive 40i (340 cv), a oferta passará pelos diesel M50d (400 cv) e xDrive30d (265 cv) – há ainda um V8 a gasolina com 462 cv, mas que está fora dos planos para os mercados europeus. Ao serviço de qualquer uma destas motorizações estará, de série, uma caixa automática Steptronic de oito velocidades, sendo xDrive sinónimo de tracção integral inteligente.

Os preços ainda não foram divulgados.