União Europeia

Novo programa de financiamento prevê 100 mil milhões de euros para a ciência europeia

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O comissário da Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, anunciou que a União Europeia vai disponibilizar 97,6 mil milhões de euros e que vai criar o Conselho Europeu de Inovação.

TIAGO PETINGA/LUSA

O novo Horizonte Europa, programa de investigação e inovação da União Europeia, vai ter uma dotação financeira de 97,6 mil milhões de euros. O programa de financiamento tem como uma das principais ‘bandeiras’ a oficialização da criação do Conselho Europeu de Inovação. O programa propõe ainda o lançamento de missões vocacionadas para debelar problemas do quotidiano.

Este instrumento irá ajudar a identificar “inovações com grande potencial para criar novos mercados”, e irá proporcionar apoio direto aos inovadores, complementando assim a função do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT), vocacionado para fomentar a integração de negócios, investigação, educação qualificada e empreendedorismo.

O Conselho Europeu de Inovação e o EIT inserem-se no terceiro pilar do novo Horizonte Europa, denominado “Inovação Aberta”, que terá uma dotação total de 13,5 mil milhões de euros, dos quais 10 mil milhões serão alocados ao novo instrumento.

O novo programa sob a tutela do comissário português Carlos Moedas, responsável pela pasta comunitária da Investigação, Ciência e Inovação, subdivide-se ainda em outros dois pilares, o primeiro da “Ciência Aberta”, e o segundo, dos “Desafios Globais”.

De acordo com a proposta setorial para a Investigação e Inovação prevista no orçamento da UE para 2021-2027, o primeiro pilar terá uma dotação global de 25,8 mil milhões de euros para apoiar projetos definidos pelos investigadores através do Conselho Europeu de Investigação (CEI), que terá alocados 16,6 mil milhões de euros.

Outros 6,8 mil milhões de euros serão canalizados ao abrigo do programa Marie Sklodowska-Curie Actions (MSCA), que tem o objetivo de financiar pesquisadores promissores de qualquer lugar do mundo em diversas áreas de estudo, com a verba restante a financiar “infraestruturas de investigação de classe mundial”.

O pilar dos “Desafios Globais” é aquele que receberá a maior verba do valor global, 52,7 mil milhões de euros, destinados a apoiar trabalhos de investigação relacionados com desafios sociais. É neste segundo pilar que se inscreve o lançamento de missões com objetivos “audaciosos, ambiciosos, e com uma forte componente de valor acrescentado para a Europa”.

Estas missões, que terão como meta o combate aos desafios que os europeus enfrentam em cinco grandes áreas — saúde, segurança, indústria e digital, clima, energia e mobilidade, e alimentação e recursos naturais –, serão desenhadas com o contributo dos cidadãos comunitários, assim como do Parlamento Europeu e dos Estados-Membros.

Segundo a proposta, 2,2 mil milhões de euros do pilar dos “Desafios Globais” financiarão a atividade do Centro Comum de Investigação da UE.

O novo Horizonte Europa, que se propõe a simplificar as regras e a reduzir o peso administrativo, estabelece ainda como ‘modus operandi’ o princípio de ‘ciência aberta’, ou seja, do acesso livre a publicações e dados de investigações.

Dos 100 mil milhões de euros inscritos na proposta setorial para a Investigação e Inovação prevista no orçamento da UE para 2021-2027, 97,6 mil milhões de euros serão canalizados para o Horizonte Europa, com os restantes 2,4 mil milhões a pertencerem ao Programa Euratom de Investigação e Formação, que diz respeito a atividades de investigação no domínio da energia nuclear.

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