“As Guardiãs”

Xavier Beauvois, o realizador de “Dos Homens e dos Deuses”, foi desenterrar um livro de um autor esquecido, Ernest Pérochon, para rodar este belíssimo filme sobre as mulheres que, na Primeira Guerra Mundial, se encarregaram de tratar das culturas e das quintas, enquanto os homens estavam nas trincheiras. Interpretado por Nathalie Baye, Laura Smet (filha desta, e que também faz de sua filha na fita) e pela excelente estreante Iris Bry, “As Guardiãs” apresenta-se como uma crónica romanesca da vida quotidiana numa propriedade de uma França onde só ficaram as mulheres, os velhos e as crianças, e que Beauvois recria com um rigor de documentarista, desde as alfaias agrícolas ao ritual de se lerem os nomes dos mortos em combate na missa de domingo, passando pelo modo como se fazia o pão em casa. “As Guardiãs” emula o melhor do cinema clássico francês, é um elogio da força, do espírito de sacrifício e do estoicismo das mulheres, sem nunca se tornar vulgarmente panfletário, e o seu ritmo é o da vida campestre naquele sangrento e soturno início do século XX.

“O Segredo dos Kennedy”

John Curran assina aquele que é o primeiro filme sobre a tragédia de Chappaquiddick, que comprometeu quaisquer ambições que Ted Kennedy tivesse de ser presidente dos EUA. Um ano depois do assassínio do seu irmão Robert, na noite de 18 de julho de 1969, quando os astronautas da Apolo 11 se preparavam para caminhar na Lua, o carro que Kennedy guiava caiu à água de uma pequena ponte na ilha de Chappaquidick. O senador safou-se mas a jovem Mary Jo Kopechne, antiga secretária de Robert, que o acompanhava e tinha estado na mesma festa que ele, ficou presa no carro e morreu afogada. O clã Kennedy e os seus fiéis consultores e apoiantes procuraram encobrir o caso e controlar os estragos, Ted Kennedy (interpretado pelo australiano Jason Clarke) acabou por se declarar culpado de abandono do local de um acidente e saiu do tribunal com uma pena levíssima, dois meses de cadeia com pena suspensa.

“O Segredo dos Kennedy” foi escolhido como um dos dois filmes da semana pelo Observador, e pode ler a crítica aqui.

“Mundo Jurássico: Reino Caído”

Três anos depois de “Mundo Jurássico”, de Colin Trevorrow, que em 2015 reativou a saga “Parque Jurássico”, de Steven Spielberg, e 25 anos após a estreia do primeiro filme da trilogia original, baseado no livro homónimo de Michael Crichton, chega aos cinemas o segundo título desta nova trilogia. “Mundo Jurássico: Reino Caído” é assinado pelo realizador espanhol J.A. Bayona e passa-se após os acontecimentos catastróficos na Ilha Nublar, narrados em “Mundo Jurássico”. Uma erupção vulcânica ameaça os dinossauros que ficaram à solta na sequência da destruição do novo parque de atrações, e Claire Dearing (Bryce Dallas Howard) forma uma organização para ir salvar os animais. Chris Pratt, Jeff Goldblum, Toby Jones, Ted Levine e James Cromwell fazem também parte do elenco.

“Mundo Jurássico: Reino Caído” foi escolhido como um dos dois filmes da semana pelo Observador, e pode ler a crítica aqui.