Angola

Reservas angolanas crescem quase 1.400 milhões de euros no espaço de um mês

No início de 2014, antes dos efeitos da crise, as reservas angolanas ascendiam a 31.154 milhões de dólares (26.470 milhões de euros).

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  • Agência Lusa
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As reservas internacionais angolanas aumentaram entre abril e maio cerca de 12,5%, para 14.615 milhões de dólares (12.418 milhões de euros), o valor mais alto em seis meses.

A informação resulta de dados preliminares do Banco Nacional de Angola (BNA), compilados esta sexta-feira pela Lusa, sobre as Reservas Internacionais Líquidas (RIL), que no espaço de um mês aumentaram, em valor, 1.637 milhões de dólares (1.390 milhões de euros).

Estas reservas, de moeda estrangeira e que também servem para pagar as importações, equivalem agora às necessidades de cerca de seis meses de importações por Angola, tendo atingido o valor mais alto desde outubro de 2017.

Desde as eleições gerais de 23 de agosto, que levaram à chegada ao poder de João Lourenço, eleito terceiro Presidente de Angola, estas reservas, que se mantêm em mínimos desde 2010, tinham caído, até abril cerca de 2.500 milhões de dólares (2.100 milhões de euros), uma quebra de 16% em meio ano, registo que agora começa a inverter-se.

Estas reservas, que o BNA tem vendido aos bancos comerciais para garantir a importação de alimentos, máquinas e matéria-prima para a indústria, estão ainda a menos de metade do valor contabilizado antes da crise da cotação do petróleo.

No início de 2014, antes dos efeitos da crise, as reservas angolanas ascendiam a 31.154 milhões de dólares (26.470 milhões de euros).

Angola enfrenta dificuldades financeiras, económicas e cambiais, tendo o BNA aumentado a venda de divisas (euros) à banca comercial angolana, que está sem acesso a dólares face à suspensão das ligações com correspondentes bancários internacionais. No Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2018, o Governo angolano recorda que o volume de reservas deveria ter sido, na previsão anterior, de 19.000 milhões de dólares (16.140 milhões de euros) no final de 2017.

Contudo, com a manutenção da taxa de câmbio ao longo de 2017 – sem qualquer desvalorização do kwanza angolano -, as RIL reduziram-se nos últimos 11 meses de 2017 para 14.480 milhões de dólares (12.300 milhões de euros). “O número de meses de importação cobertos pelas RIL situa-se agora em 5,49, abaixo dos seis recomendados pelas metas de convergência da SADC [Southern African Development Community]”, alerta o Governo, no OGE aprovado em março.

Entre agosto de 2016 e julho de 2017, o banco central – que atualmente é o único fornecedor de divisas à banca comercial – ainda aumentou a injeção de moeda estrangeira no mercado cambial primário, com vendas diretas aos bancos. No entanto, a partir das eleições gerais de 23 de agosto, essas vendas por parte do BNA caíram fortemente.

As reservas contabilizadas pelo BNA são constituídas com base em disponibilidades e aplicações sobre não residentes, bem como obrigações de curto prazo.

Estas vendas feitas pelo BNA foram, entretanto, substituídas em 09 de janeiro pelo regime de leilão de preço com os bancos comerciais, que, em paralelo com a introdução do novo modelo de taxa de câmbio flutuante, definida pelo mercado, fez o kwanza depreciar-se já mais de 34% face ao euro e de 30% para o dólar.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

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