À Nissan devemos os SUV compactos e acessíveis, com o fabricante japonês a ser o primeiro a aperceber-se do potencial desta classe de veículos, que teve o pontapé de saída com o Qashqai, em 2006. Depois deste veio o Juke, o “irmão” mais pequeno, esgrimindo os mesmos argumentos, mas à escala, tanto na bitola como no preço, modelo que serviu a marca japonesa desde 2010, inicialmente muito bem, sem concorrência, mas com crescentes dificuldades à medida que a maioria dos construtores passaram a qu[FrameNews src=”https://s.frames.news/cards/nissan/?locale=pt-PT&static” width=”300px” id=”696″ slug=”nissan” thumbnail-url=”https://s.frames.news/cards/nissan/thumbnail?version=1525453329391&locale=pt-PT&publisher=observador.pt” mce-placeholder=”1″]erer conquistar uma fatia deste segmento dos pequenos SUV.

Mas o Juke, com a sua estética repleta de personalidade, tanto mais que conseguiu sobreviver oito anos sem evidentes actualizações estéticas – como termo de comparação, a primeira geração do Qashqai (2006-2013) beneficiou de um restyling em 2010 e a segunda geração, que arrancou em 2013, foi revista em 2017 –, transformou a sua principal característica numa limitação. Referimo-nos ao estilo que, ao ser tão disruptivo, atraiu uma legião de adeptos, mas também um conjunto igualmente numeroso de detractores.

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O Nissan Kicks, que surgiu pela primeira vez no Brasil em 2016, associado aos Jogos Olímpicos de que a marca foi patrocinadora, viu a sua integração ser progressivamente alargada a outros mercados. Primeiro na América Latina e agora, em meados de 2018, nos EUA, com a promessa de alcançar em breve cerca de 80 países.

Contudo, em relação à Europa, a Nissan continua a não abrir o jogo, sendo certo que o Juke, tal como está, não poderá resistir muito mais tempo. É mesmo possível fazer um certo paralelismo entre a Europa e os EUA nesta matéria, pois também do outro lado do Atlântico a substituição do Juke pelo Kicks foi negada durante mais de um ano, para finalmente o novo SUV ser apresentado no Salão de Los Angeles em final de 2017 e ter agora chegado ao mercado americano.

Onde o Juke era arrojado e inovador, em termos estéticos, o Kicks é mainstream, tentando agradar a todos, em vez de apenas a alguns. Mas as diferenças não acabam aqui. Quando o Juke foi concebido, o objectivo foi torná-lo mais pequeno (por dentro) do que a sua plataforma permitia, reduzindo-lhe artificialmente o espaço interior – concessões ao estilo oblige – como estratégia de o afastar do espaço proposto pelo Qashqai. Ora, esta estratégia está condenada, uma vez que a concorrência oferece habitáculos e malas mais generosos, com o Kicks a repor a situação.

Enquanto a Nissan não anuncia o que vai fazer ao Juke e ao seu potencial sucessor Kicks, comece a habituar-se aos trunfos no novo SUV da Nissan para o segmento B, o dos Sport Utility Vehicle mais baratos.