Engenharia

Indústria aeronáutica precisa de 2 mil técnicos e 200 engenheiros até 2021

Para os próximos cinco anos, os objetivos estratégicos passam por "duplicar a contribuição dos três setores [aeronáutico, espaço e defesa] dos atuais 1,2% para 3% do PIB.

HAYOUNG JEON/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A indústria aeronáutica, espacial e da defesa vai precisar de mais 2.000 técnicos qualificados e de pelo menos 200 engenheiros nos próximos três anos, alertou esta terça-feira o diretor-geral do cluster do setor.

“Nos últimos cinco anos, Portugal formou mais de 2.000 quadros técnicos e 300 engenheiros que estão a trabalhar neste cluster, mas a indústria aeronáutica, espacial e de defesa estima que seja necessário formar mais 2.000 novos técnicos qualificados e mais 200 novos engenheiros nos próximos três anos”, disse o diretor-geral da AED Portugal – Aeronautics, Space and Defence Cluster, João Romano, num encontro com jornalistas em Lisboa.

Para os próximos cinco anos, os objetivos estratégicos definidos para este cluster passam por “duplicar a contribuição dos três setores [aeronáutico, espaço e defesa] dos atuais 1,2% para 3% do Produto Interno Bruto (PIB) português, duplicar o atual esforço de inovação no seio do cluster e tornar visível a nível internacional a marca ‘Portugal aeroespacial'”, salientou o responsável.

O presidente da AED Portugal, JOsé Cordeiro, considerou que o aumento da contribuição da indústria deste cluster para o crescimento da economia “é um objetivo exequível”, justificando, nomeadamente, que o aumento do tráfego de voos comerciais vai obrigar a duplicar o parque de aviões nos próximos 20 anos. “Neste momento, o mercado europeu [em termos de passageiros] está a crescer mais de 10% ao ano e mercado asiático mais de 45%, pelo que o parque de aeronaves vai duplicar nos próximos 20 anos”, advertiu, lembrando que ao nível do fabrico de aeronaves há novos jogadores, nomeadamente a China.

Na Europa há atualmente falta de 20.000 pilotos e em Portugal cerca de 2.000, uma situação de constitui “um desafio” em termos de formação, salientou o responsável.

Por seu lado, João Romano afirmou que Portugal tornou-se numa “geografia apetecível”, próxima da Airbus e com “condições de mercado muito competitivas” e que a aquisição da Bombardier pela Airbus e da Embraer pela Boeing “veio bipolarizar o mercado”, o que poderá “potenciar a capacidade nacional”. Mas advertiu que “as empresas portuguesas para crescerem em valor têm de cooperar em rede”.

Na nova corrida à exploração do espaço, Portugal, disse, por sua vez, José Rui Marcelino, que é vice-presidente da AED, deve também explorar “a janela de oportunidade” que existe, tendo falado ainda da importância do aparecimento de novos serviços de comunicações, posicionamento e de observação da Terra a partir do Espaço.

Nos próximos dez anos, as empresas americanas preparam-se para lançar centenas de satélites, sendo que há uma tendência para a redução do tamanho e da massa dos mesmos, o que facilita o seu acesso ao espaço e reduz os custos de entrada. No caso de Portugal, segundo a AED, a Agência Espacial Europeia está a fazer estudos em Santa Maria, nos Açores, para que possam vir a ser criada uma plataforma comercial de lançamento de microssatélites, pois “existem poucos sítios” na Europa com as condições desta ilha.

Sobre o investimento na área da Defesa, a AED entende que se registaram alterações substanciais a nível geoestratégico com o aumento da tensão entre o Ocidente e o Oriente (Síria, Turquia, Irão) e que deve também haver um reforço da vigilância das fronteiras terrestre e marítima da União Europeia.

Fundada em 2016, a AED é uma associação sem fins lucrativos que tinha 56 associados em 2017, entre pequenas e médias empresas, organismos públicos, grande indústria e universidades, mas que vai chegar aatingir os 80 associados em julho. Os proveitos da AED estimados para este ano rondam os 385.000 euros, o que compara com 240.000 euros no ano passado.

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