Um novo relatório sobre a demência publicado esta terça-feira pela OCDE, coloca Portugal no quarto lugar, apenas atrás da Alemanha, Itália e Japão. A OCDE sugere ainda, no mesmo relatório, que prevê que em 2037 o país suba para a terceira posição do grupo.

O número de pessoas com demência nos países da OCDE chegou perto dos 19 milhões de pessoas em 2017. O envelhecimento da população e a ausência de programas de deteção da doença mencionados no relatório, poderão justificar as projeções feitas para Portugal para 2037, apesar do crescimento ser generalizado.

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“Os custos financeiros da demência são imensos”, destaca o relatório. Segundo estimativas da Associação Internacional da Doença do Alzheimer, os custos médicos e sociais atingem o valor de 1 trilião de dólares. Portugal, de acordo com o documento, é o 2º país da OCDE com menor densidade de especialistas de acordo com a população e não possui linhas de orientação para lidar com o problema.

A percentagem de prevalência de demência em pessoas entre os 60 e 64 anos é relativamente reduzida, fixando-se em 1%. Mas esta percentagem salta para os 40% quando a população analisada tem uma idade superior a 90. O aumento da população com mais de oitenta anos de idade, leva a OCDE a estimar que o número de pessoas vítimas da doença chegue aos 41 milhões em 2050.