Dez pessoas à mesa, cinco de cada lado, Kim e Trump frente a frente, cada um ladeado por um tradutor (ou tradutora, no caso dos EUA, a única mulher à mesa). Veja quem são os homens dos presidentes que se sentaram a seu lado – e que entram nesta foto que fica para a História.

Do lado da Coreia do Norte

1 – Ri Yong Ho, ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte

O diplomata fez parte de todas as negociações sobre o programa nuclear norte-coreano no passado e foi um dos principais representantes de Pyongyang nas conversações a Seis, em 2003.

2 – Kim Yong Chol, vice-presidente do Comité Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia

O general e antigo membro das secretas norte-coreanas tem estado presente em todos os encontros com Pompeo — e foi ele o enviado a Washington para entregar pessoalmente uma carta de Kim a Trump.

3 – Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte

Dispensa apresentações nesta fase, mas se quiser ver uma versão resumida da sua biografia encontra-a neste artigo do Observador.

4 – Tradutor

5 – Ri Su Yong, vice-presidente do Comité Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia

Foi embaixador da Coreia da Norte na Suíça e, entre 2014 e 2016, ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte.

Do lado dos Estados Unidos da América:

6 – John Kelly, chefe de gabinete da Casa Branca

Horas antes da cimeira, tinha sido citada no New York Times uma frase sua a alguém que o visitou: “A Casa Branca é um sítio infeliz para trabalhar”. Durante a cimeira talvez não lhe ocorresse dizer tal coisa.

7 – Tradutora

8 – Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América

9 – Mike Pompeo, secretário de estado

O ex-chefe da CIA tem estado pessoalmente envolvido nestas negociações desde o início. Já viajou duas vezes para Pyongyang (uma quando ainda estava à frente da CIA, outra já no Departamento de Estado) e já se encontrou pessoalmente com Kim. Em Washington, também se encontrou com o enviado da Coreia Kim Yong-chol.

10 – John Bolton, conselheiro de segurança nacional

O “falcão” Bolton é conhecido pelas suas posições aguerridas, que se tornaram bem conhecidas durante a presidência de George W. Bush, quando Bolton deixou claro o seu apoio à Guerra do Iraque enquanto conselheiro na Casa Branca. Agora, com Trump ao leme, voltou a protagonizar um momento de tensão na negociação com a Coreia do Norte ao declarar que os EUA iriam seguir o “modelo líbio” para a desnuclearização da Coreia do Norte — o que provocou reações de irritação entre os representantes de Pyongyang, que não gostaram da comparação, tendo em conta o fim do Coronel Khadafi, morto por uma multidão. O episódio quase pôs em causa a cimeira, tendo em conta o mal-estar que provocou.