Transporte Ferroviário

Autarcas querem comboio a rasgar região norte de Leixões à fronteira

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Uma nova ferrovia que rasgue toda a região Norte de Portugal, desde o porto de Leixões à fronteira com Espanha, no Interior, é uma das propostas e várias comunidades intermunicipais.

OCTÁVIO PASSOS/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Uma nova ferrovia que rasgue toda a região Norte de Portugal, desde o porto de Leixões à fronteira com Espanha, no Interior, é uma das propostas que várias comunidades intermunicipais vão apresentar para inclusão no plano nacional de investimentos.

A proposta foi subscrita pela Comunidade Intermunicipal (CIM) Terras de Trás-os-Montes, numa reunião em Mirandela, no distrito de Bragança, e resulta de um ação articulada entre várias organizações de municípios da região norte que pretende ver esta possibilidade inserida no Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT).

O PNPOT está em discussão pública até sexta-feira e os municípios vão fazer chegar à tutela esta reivindicação, como adiantou hoje Artur Nunes, presidente da CIM Terras de Trás-os-Montes, que congrega nove municípios do distrito de Bragança.

O autarca justificou que “tem havido um desinvestimento ao nível ferroviário” no norte do país, com o Governo central a anunciar investimentos novos na ferrovia apenas para o centro e sul.

“Acho que tem de haver este rasgar de todo o norte através de uma rede ferroviária que nos ligue também ao centro da Europa, a Espanha, e que seja também uma opção ao nível das mercadorias, dos transportes e que seja também uma mobilidade entre territórios”, argumentou.

O presidente da CIM enfatizou que não é preciso “um TGV [comboio de alto velocidade] mas uma ferrovia que aproxime territórios, populações e cidades”.

“Se conseguirmos esta reivindicação, com certeza estaremos mais ricos porque é uma forma de atrair investimento para o território e atrair gente”.

Os autarcas não falam em traçados, nem em datas de execução, vincando que o importante é que a nova ferrovia conste do plano nacional.

Artur Nunes exemplificou alguns benefícios, apontando que “entre as Terras de Trás-os-Montes e o Porto distam 250 quilómetros”, o que “numa ferrovia corresponde a uma hora e numa estrada a três horas”.

“Poupamos aqui duas horas”, salientou, observando que esta é a oportunidade de reivindicar esta proximidade do Interior com o Litoral”.

A lista de reivindicações das Terras de Trás-os-Montes incluiu ainda mais infraestruturas como a ligação das estradas IP2 e IC5 a Espanha, as ligações entre concelhos, a melhoria dos aeródromos regionais e municipais e a criação de bases logísticas para as empresas.

As mesmas vão ser entregues a nível central porque os autarcas entendem que “as grandes necessidades para o território não constam” deste plano de ordenamento.

Para Artur Nunes, o documento que está em discussão foi “muito pouco construído do terreno para o plano nacional”.

As prioridades que vão apresentar ao PNPOT vão ser também a base do plano estratégico regional que a CIM vai começar a elaborar com as “grandes orientações e investimentos para o futuro no território”.

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