Mundial 2018

Fernando Hierro: “Não temos tempo para nos lamentarmos”

Em conferência de imprensa, o novo selecionador nacional espanhol garantiu que "o foco é o jogo com Portugal". Fernando Hierro foi escolhido para substituir Lopetegui.

Fernando Hierro foi capitão da seleção espanhola durante o Mundial 2002

AFP/Getty Images

Autor
  • Mariana Fernandes

Fernando Hierro, novo selecionador espanhol, garante que a mudança de treinador a dois dias da estreia no Mundial da Rússia “não é justificação para não lutar” por aquilo a que propuseram. Em conferência de imprensa, onde surgiu ao lado de Luis Rubiales, presidente da Real Federação Espanhola de Futebol, o antigo jogador do Real Madrid e, até aqui, diretor desportivo da Federação, afirmou que a equipa não pensa “noutra coisa que não seja fazer um grande Mundial e fazer as coisas bem”.

Se não estivesse convencido de que podemos cumprir o objetivo não estaria aqui. Os rapazes são maduros, são desportistas muito bons. Têm de enfrentar a realidade. Nesse sentido, não tenho nenhum problema. O dia não é fácil para ninguém mas eles sabem que não tenho dúvidas. Eles são maduros”, disse o substituto de Julen Lopetegui.

Hierro, que revelou que ainda esta quarta-feira chegam à Rússia um preparador físico e um treinador adjunto, para integrar a equipa técnica da seleção espanhola, garantiu que “o foco é o jogo com Portugal”. “Temos de mudar o chip. Não temos tempo para nos lamentarmos. O objetivo é lutar pelo Mundial. Amanhã temos a viagem, à tarde treinamos no estádio, em Sochi, e temos de mudar o chip. Se mudarmos já esta tarde, melhor ainda”, acrescentou o antigo capitão do Real Madrid.

Numa conferência de imprensa leve e bem disposta — na qual os jornalistas até sublinharam que Hierro é “um homem que gosta da verdade” — o novo selecionador espanhol reconheceu as circunstâncias em que foi convidado para o cargo, mas garantiu que pode “olhar toda a gente olhos nos olhos” e tem “a consciência muito tranquila”.

Questionado sobre se entende a decisão de Julen Lopetegui, de assumir o comando técnico do Real Madrid em detrimento da seleção espanhola, Hierro defendeu que “não é uma questão de entender ou não entender, é uma questão de enfrentar a realidade”. Sobre ter sido o escolhido, o treinador de 50 anos, que foi adjunto de Carlo Ancelotti no Santiago Bernabéu, revelou que “foi uma decisão rápida”. “Quando o presidente me apresentou a questão, tinha três alternativas: dizer que não, ir-me embora ou aceitar. Não podia dizer que não porque não me perdoaria”.

Fernando Hierro reconheceu ainda que o tempo escasseia e que não vai mudar ou apagar o trabalho feito por Lopetegui ao longo de dois anos em dois dias. “A chave é continuar a fazer o mesmo. Mudar o mínimo possível. Saber e entender que esta equipa está a trabalhar há muito tempo”, disse Hierro.

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