Mundial 2018

Da tristeza em Madrid à felicidade na estreia em Moscovo: a história que foi escrita no primeiro jogo do Mundial

Houve quem se estreasse a marcar e quem regressasse aos golos, enquanto uns saíram do banco para faturar e outros entraram na história pela sua experiência - os destaques do Rússia 5-0 Arábia Saudita.

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AFP/Getty Images

Autor
  • Fábio Ferreira Lima

O Mundial de 2018 ainda agora começou e já conta com estreias e momentos históricos no cardápio oferecido aos amantes de futebol. Rússia e Arábia Saudita deram o pontapé de saída da principal competição de seleções, com os russos a conquistarem a vitória inaugural por uns surpreendentes 5-0, com golos marcados por Iuri Gazinsky, aos 12′, Denis Cheryshev, aos 43′ e 90+1′, Artem Dzyuba, aos 72′, e Aleksandr Golovin, aos 90+4′. E quem melhor para gravar o seu nome na história do que a Rússia, anfitriã da prova? Neste caso, foram os autores dos golos russos a assumirem o papel de personagens principais num enredo que já se começou a escrever a letras douradas.

Para além da estreia de Rússia e Arábia Saudita no Mundial, o encontro realizado no Estádio Luzhniki, em Moscovo, contou com outras primeiras vezes em campeonatos do Mundo e com duplas felicidades individuais. Ora vejamos: Iuri Gazinsky assinou o seu primeiro golo ao serviço da Rússia, assim como Denis Cheryshev, que ainda se tornou no primeiro suplente a marcar em partidas inaugurais de Mundiais; Artem Dzyuba atravessava uma seca de golos pela seleção que durava há quase dois anos, mas, em Moscovo, entrou aos 70′ e marcou dois minutos depois, entrando na lista de suplentes goleadores atrás do compatriota Cheryshev; por fim, o experiente central e capitão russo Sergei Ignashevich (38 anos e 355 dias) tornou-se no mais velho jogador de campo a alinhar num Mundial, desde Roger Milla, com 42 anos, em 1994.

À sétima internacionalização pela seleção russa, Gazinsky conseguiu apontar o seu primeiro golo. Tal facto não causa estranheza, já que o médio do Krasnodar é tudo menos um goleador nato: em cinco épocas ao serviço do clube russo, Gazinsky marcou apenas por sete vezes. Internacional desde 2016, quando se estreou no empate a zero frente à Turquia, o médio tem vindo a conquistar o seu lugar na formação de Stanislav Cherchesov e foi mesmo titular na partida inaugural do Mundial. Em boa hora o selecionador o lançou em campo, já que, aos 12 minutos, aproveitou um cruzamento de Golovin para abrir o marcador em Moscovo e escrever o seu nome como autor do primeiro golo do Mundial 2018. Não podia desejar melhor estreia…

Também Cheryshev teve razões para sorrir, depois de, há três anos, ter sido protagonista de um episódio pouco feliz. Corria a época de 2014/15, quando o médio entrou em campo pelo Real Madrid para enfrentar o Cádiz numa ronda inicial da Taça do Rei. Ora, tudo estava bem até ao momento em que os responsáveis merengues se aperceberam que Cheryshev não deveria ter jogado… O russo até marcou um golo nessa partida, mas tinha visto três cartões amarelos, na época anterior, ao serviço do Villarreal, estando, por isso, suspenso por um jogo da Taça do Rei. Resultado: Cheryshev jogou, marcou, o Real Madrid ganhou a partida, mas os campeões europeus de clubes viram-se automaticamente eliminados da competição espanhola por incumprimento de regras.

O médio russo acabaria por regressar ao Villarreal, onde se exibiria a um bom plano e viria a conquistar o seu lugar na seleção russa, onde já conta com 12 internacionalizações. A última foi contra a Arábia Saudita, com uma exibição de encher o olho e dois golos que ficam na história da competição. Porquê? Porque Cheryshev, que entrou para o lugar do lesionado Dzagoev a meio do primeiro tempo e apontou o segundo golo da Rússia, tornou-se no primeiro suplente a marcar em jogos de estreia de Mundiais. Mas como entrar na história com um golo parecia coisa pouca, o médio russo fez questão de bisar com uma trivelada de levantar o estádio, conquistar o prémio de melhor jogador em campo e subir a fasquia – quem será o próximo suplente a bisar em estreias do Mundial?

Feliz foi também Artem Dzyuba, que não marcava ao serviço da Rússia desde 9 de Outubro de 2016, quando os russos perderam por 4-3 frente à Costa Rica e o ponta de lança do Arsenal Tula apontou dois golos. Frente à Arábia Saudita, Dzyuba voltou a marcar no 3-0 dos anfitriães e quebrou a malapata que parecia trazer consigo, o que são boas notícias para o selecionador Stanislav Cherchesov

E, se a idade é realmente um posto, Sergei Ignashevich terá lugar cativo no eixo da defesa russa – o central tornou-se no russo mais velho de sempre a jogar em Mundiais, depois de ultrapassar o histórico guardião Yashin, ao entrar em campo frente à Arábia Saudita com 38 anos e 355 dias. Na história dos Mundiais, é preciso recuar até 1994 para encontrar alguém mais velho do que o capitão russo: Roger Milla jogou pelos Camarões com nada mais nada menos do que… 42 anos.

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