O Ministério Público brasileiro pediu ao Supremo Tribunal mais dois meses para concluir a investigação contra o Presidente Michel Temer por alegadamente ter recebido pagamento ilícitos da construtora Odebrecht, informaram esta quinta-feira fontes oficiais.

No mesmo caso estão a ser investigados os ministros Eliseu Padilha e Wellington Moreira Franco. O pedido surge depois da solicitação da Polícia Federal que requereu uma prorrogação dos prazos para finalizar as diligências. Em causa estão supostas comissões pagas pela Odebrecht para obter favores políticos.

Os pagamentos terão sido recebidos entre 2013 e 2015 pela Secretaria Nacional de Aviação Civil, que durante esse período foi dirigida primeiro por Eliseu Padilha e depois por Wellington Moreira Franco.

De acordo com depoimentos de ex-dirigentes da Odebrecht prestados no âmbito da investigação pela Justiça Brasileira, esses pagamentos ilícitos eram destinados a financiar as campanhas eleitorais do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), presidido à época por Temer.

Os antigos executivos da construtora confessaram que Temer participou em 2014, então vice-presidente do Brasil, nas negociações nas quais foram definidos os montantes a pagar ao MDB.