Rádio Observador

Armamento

EMGFA diz que arma G-3 “cumpre todos os requisitos” para militares atuarem

759

Estado-Maior-General das Forças Armadas garante que G-3 "cumpre todos os requisitos" para atuação dos militares portugueses na República Centro-Africana. Uma resposta à notícia do Observador

CEMGFA/LUSA

O Estado-Maior-General das Forças Armadas garantiu hoje que a arma G-3 “cumpre todos os requisitos operacionais” para a atuação dos militares portugueses na República Centro-Africana, explicando que os paraquedistas têm formação com este armamento.

A tipologia de armas a utilizar no teatro de operações da República Centro-Africana (RCA) pelos militares portugueses tem sido alvo polémica, tal como o Observador noticiou, sobretudo o uso da G-3 em detrimento da espingarda automática Galil.

“Esta questão foi analisada em tempo, envolvendo os militares paraquedistas atualmente em missão, tendo sido considerado que a G-3 cumpre todos os requisitos operacionais para emprego naquele cenário”, refere o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) numa resposta enviada à agência Lusa.

O EMGFA diz que esta é uma questão que está na responsabilidade do Exército, relativa à preparação de forças e meios da componente operacional do sistema de forças, mas salienta a “elevada eficiência operacional demonstrada pelos três contingentes já projetados”.

O EMGFA salienta, numa ideia partilhada com o Tenente-Coronel Paraquedista João Bernardino, comandante das forças portuguesas, que os paraquedistas são uma “tropa especial expedicionária e de primeira intervenção” e que têm que “estar habilitados a usar o que o campo de batalha lhes proporciona ao nível do armamento”.

“Têm que se adaptar e ser flexíveis, porque são estas as características que os distinguem das demais tropas especiais. Têm de estar habilitados a usar a espingarda automática Galil, mas também a espingarda automática G3, porque é a arma que equipa o Exército português, mas também a AK 47 e outras”, explica.

A espingarda automática Galil equipa as unidades paraquedistas desde a década de 1980, desde o tempo em que os paraquedistas pertenciam à Força Aérea Portuguesa, e mesmo nessa época os paraquedistas continuaram a ter no seu arsenal a espingarda automática G3.

“Ainda hoje, nos batalhões paraquedistas, os pelotões estão equipados com G3. A arma que equipa os atiradores granadeiros das secções Paraquedistas é a G3, que tem acoplado um lança granada de 40mm. O atirador especial que pertence à secção paraquedista está equipado com uma espingarda automática G3 com uma alça telescópica especifica”, adianta.

Os Comandos, que asseguraram a primeira e a segunda força nacional destacada na RCA, operam com outras armas, como, por exemplo, a SIG, de origem austríaca, calibre idêntico à Galil (5.56 mm).

O EMGFA explica que a 3.ª Força Nacional Destacada Conjunta para a República Centro Africana começou a preparar-se para a missão em setembro de 2017 e que desde essa data que a arma individual de todos os 159 elementos que constituem esta força passou a ser a espingarda automática G-3.

“Até ao final do aprontamento da força, que acorreu no dia 16 de fevereiro de 2018, todos os militares da força sem exceção, desde os pelotões de paraquedistas até aos militares do destacamento de apoio, cozinheiros, mecânicos, médicos ou enfermeiros, efetuaram um conjunto de tabelas de tiro de certificação até atingirem a sua validação no manuseamento da arma”, acrescenta.

Na República Centro Africana existem também outras armas, como a MP5 (AK1 e SD com silenciador), a MG4, a MG3, a metralhadora pesada Browning (12,7mm), o lança granadas de 40mm (LGA), lança granadas automático de 40mm Santa Bárbara, espingarda semi-automática Benelli de calibre 12mm, Pistola walther, que são utilizadas em operações.

Quando a nova força chegar à RCA, o que está previsto para o início de setembro, vai ter um tempo de adaptação e de treino que está coordenado entre as Forças Armadas Portuguesas e o Comando da Minusca antes de a força estar pronta para o combate.

“Neste treino, umas das tarefas é ir à carreira de tiro e efetuar o que chamamos na gíria militar ‘zerar as armas’, ou seja, todas as armas que tiverem aparelho de pontaria vão ficar alinhadas de acordo com as características do militar que a vai usar, porque todos os militares são diferentes”, salienta, referindo que só depois é que as forças vão estar prontas para as suas missões.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)