Não foi fácil a tarefa de França para bater a Austrália na manhã deste sábado. Nos primeiros cinco minutos os gauleses até fizeram três remates — Mbappé, Griezmann e Pogba –, mas a partir daí nunca conseguiram impor uma intensidade no jogo que ajudasse derrubar os australianos. Os ‘Socceroos’ equilibraram e até criaram a melhor oportunidade da primeira parte. Aaron Mooy marcou um livre no lado esquerdo do ataque e o médio francês Tolisso quase fez autogolo. Valeu a intervenção de Hugo Lloris, que foi buscar a bola ao canto interior direito da baliza.

A segunda parte foi mais interessante mas nem por isso mais bem jogada por parte de França. Os franceses acabaram por chegar à vantagem através de uma grande penalidade convertida por Antoine Griezmann. E o lance que dá origem ao penálti vai ficar na história dos Mundiais, porque foi o primeiro em que o vídeo-árbitro mudou uma decisão do árbitro de campo. Andrés Cunha não tinha apitado a falta de Ridson sobre Mbappé, mas o vídeo-árbitro principal, Mauro Vigliano, alertou o colega, que foi ver as imagens. O português Tiago Martins fez parte da equipa do VAR neste jogo: foi o segundo assistente.

Os franceses respiravam de alívio. Afinal, o mais difícil parecia estar feito. Mas Samuel Umtiti tinha outros planos e cometeu um erro que permitiu à Austrália empatar, também de penálti. O defesa gaulês colocou a mão na bola e enviou Jedinak para a marca dos 11 metros. A França sentiu o golo e voltou ao ritmo de jogo lento e sem intensidade. Até que aos 81′, ao tentar cortar um remate de Pogba, Behic coloca a bola dentro da própria baliza. Estava feito o (auto) golo da vitória.

Griezmann foi eleito o melhor em campo e Mbappé tornou-se no francês mais novo de sempre a jogar num Mundial, ultrapassando Bruno Bellone.

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