O ex-chefe de Governo espanhol José Luis Zapatero reuniu-se este fim de semana em Caracas com parte da oposição da Venezuela e assinalou que vai manter o Seu apoio à reconciliação dos venezuelanos porque se “comprometeu com a tarefa”.

“Reuni-me com Timoteo Zambrano, Vicente Díaz y Luis Aquiles Moreno”, disse o ex-presidente do Governo de Espanha à agência EFE, referindo-se aos três dirigentes opositores ao regime venezuelano.

O político espanhol disse ter-se deslocado a Caracas numa visita relacionada com a sua função de mediador da “reconciliação” dos venezuelanos durante a crise política, económica e social que o país atravessa.

Zapatero reiterou que continuará o trabalho pela paz na Venezuela, destacando: “Quando uma pessoa se compromete com uma tarefa, não a pode abandonar. Não pode acontecer que o tempo gasto não sirva para nada”.

Destacou, ainda, que não vai parar de trabalhar para conseguir a libertação de políticos presos e assegurou que alguns já foram libertados no âmbito do plano de reconciliação nacional anunciado pelo presidente Nicolás Maduro após a sua reeleição.

Maduro aprovou a libertação de 43 opositores na quarta-feira, depois de ter libertado outro grupo no início do mês.

O ex-presidente do Governo da Espanha esteve na Venezuela como acompanhante das eleições presidenciais realizadas a 20 de maio e nas quais o chefe de Estado Nicolás Maduro foi reeleito, num escrutínio questionado pela maioria da oposição e pela comunidade internacional.

A aliança dos partidos de oposição Mesa da Unidade Democrática (MUD) – que não participou das eleições presidenciais – criticou a presença de Rodríguez Zapatero através de sua conta na rede social Twitter.

Segundo a MUD, a intenção do político espanhol seria “lavar a cara de Maduro para diminuir as sanções (que os EUA e outros países impuseram) contra os corruptos”.

“Zapatero mostrou que ele não é um mediador. O seu desempenho sempre foi ajustado aos interesses de Nicolás Maduro e não dos venezuelanos”, acrescentou o MUD noutra mensagem.