Milhares de pessoas manifestaram-se este domingo na cidade de Bitola, na Macedónia, próximo do lago Prespa, na parte grega, contra o acordo entre Atenas e Skopje que poderá acabar com a disputa sobre o nome da ex-república jugoslava da Macedónia.

Nas imediações do lago Prespa, a polícia chegou a carregar sobre um grupo de pessoas que atiravam pedras e lançou gás lacrimogéneos, depois destas terem tentado romper o cordão policial.

A manifestação contou com a participação de pessoas que chegaram em autocarros desde o norte da Grécia.

O protesto foi convocado pelo principal partido da Macedónia, o VMRO-DPMNE, cujo líder, Hristijan Mickoski, classificou o acordo de “inaceitável”.

É a maior capitulação e catástrofe que jamais vimos. Macedónia é o nosso nome. É o nome que carregamos com orgulho e honra”, exclamou Mickoski.

A Grécia e a Macedónia assinaram este domingo, na cidade fronteiriça de Psarades um acordo histórico que põe fim a 27 anos de conflito bilateral sobre o nome da ex-república jugoslava, que agora passa a designar-se República da Macedónia do Norte.

Até agora, o nome oficial da Macedónia era Antiga República Jugoslava da Macedónia (FYROM, na sigla em inglês).

O acordo foi assinado este domingo pelos ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países, pondo assim termo a 27 anos de conflito bilateral e irá permitir o fim do veto da Grécia à entrada da Macedónia na União Europeia (UE) e na NATO.

O acordo estipula que em substituição do nome Antiga República Jugoslava de Macedónia (FYROM) se passe a usar definitivamente o nome República de Macedónia do Norte.

O novo nome, só entrará em vigor no final do processo de ratificação, que incluirá um referendo popular no país e a mudança da Constituição do país.

O líder da oposição já disse que o seu partido vai vetar a emenda da Constituição, a qual requer os votos favoráveis de dois terços dos deputados do Parlamento.

Na cerimónia de assinatura também estiveram presentes os primeiros-ministros dos dois países, Alexis Tsipras e Zoran Zaev, bem como a chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, e o comissário europeu responsável pelo Alargamento, Johannes Hahn.