Quase dois mil efetivos do exército e das polícias do Rio de Janeiro lançaram esta quinta-feira uma operação em duas favelas da zona sul da cidade, Babilônia e Chapéu Mangueira. O exército e agentes das polícias estão a cercar zonas e a tentar estabilizar áreas, segundo a imprensa local.

O portal de notícias G1 noticiou que pessoas e veículos são revistados e os antecedentes criminais dos moradores são conferidos. A ação conjunta do exército e das polícias visa responder a uma nova escalada de violência no Rio de Janeiro.

Desde o início do mês houve um aumento das trocas de tiros e os incidentes obrigaram à suspensão do teleférico do Pão de Açúcar, um dos mais importantes pontos turísticos da cidade. Na quarta-feira uma operação nas favelas da comunidade da Maré terminou com a morte de um adolescente e seis suspeitos de integrarem grupos criminosos.

Imagens divulgadas nas redes sociais e na página da organização não-governamental (ONG) Maré Vive, gravadas no complexo de favelas da Maré durante esta operação, mostraram um helicóptero em voos rasantes durante os tiroteios, mas não é possível saber se os tiros eram disparados pelos agentes das polícias ou por criminosos.

Em fevereiro as forças de segurança pública do Rio de Janeiro passaram por uma intervenção decretada pelo Presidente brasileiro Michel Temer e começaram a ser chefiadas por oficiais do exército. No entanto, a escalada da violência no Rio de Janeiro não foi contida pelos militares.

Só no ano passado, a violência em todo o Estado do Rio de Janeiro, cuja população se concentra maioritariamente na zona metropolitana da sua capital homónima, fez 6.731 mortos, entre os quais mais de 100 polícias de dez crianças atingidas por balas perdidas.