A primeira filha da primeira-ministra da Nova Zelândia nasceu esta quinta-feira, o que torna Jacinda Ardern na segunda governante eleita em toda a história a ser mãe enquanto está em funções — a primeira mulher a ser mãe nas mesmas circunstâncias foi Benazir Bhutto, em 1990, quando era primeira-ministra do Paquistão.

O nascimento, quatro dias antes da data prevista, foi anunciado pela política neozelandesa e pelo marido Clarke Gayford numa publicação de Instagram, na qual dão conta de que o parto tinha corrido bem e que a bebé nascera com 3,31 quilos num hospital em Auckland.

Jacinda Ardern, que é também a mais jovem primeira-ministra da Nova Zelândia desde 1856, já anunciou que vai gozar uma licença de maternidade de seis semanas. Até lá, a governante confia a pasta ao vice primeiro-ministro Winston Peters, garantindo que se manterá sempre a par da governação e envolvida nas principais decisões. Quando regressar ao trabalho, será o pai que ficará em casa a cuidar da bebé.

Eleita em outubro de 2017, Ardern sempre debateu e destacou a importância de conciliar a vida profissional com a familiar. Numa entrevista a uma rádio,  desdramatizou mesmo as questões sobre como a gravidez a poderia prejudicar na carreira política.

“Não sou a primeira mulher a ter de se dividir em várias funções. Não sou a primeira mulher que trabalha e tem um filho. Já houve muitas mulheres que já o fizeram antes.”

Desde que o anúncio foi feito, em janeiro, o país tem acompanhado a gravidez com forte entusiasmo a ponto de, nos últimos dias, os media neozelandeses seguirem de perto a atividade da primeira-ministra em liveblogs e estarem literalmente acampados à porta do hospital desde que Jacinda Ardern foi internada.

Nas últimas horas, vários políticos reagiram através das redes sociais com mensagens de felicitações, como foi o caso de Helen Clark, que já foi primeira-ministra do país, ou Malcolm Turnbull, o seu homónimo australiano.