O bastonário da Ordem dos Médicos defendeu esta sexta-feira uma maior regulamentação da telemedicina nos hospitais portugueses, na sequência da morte de uma doente examinada por telerradiologia no Centro Hospitalar do Oeste.

“A medicina à distância é uma questão que já existe, mas é nova. A regulamentação que existe nesse momento para a medicina à distância ainda é incompleta”, alertou Miguel Guimarães, em declarações à agência Lusa. “O exame é feito fora, mas a responsabilidade tem de ser de alguém e não pode morrer solteira”, sublinhou.

Segundo o bastonário, a “medicina feita à distância ou as consultas feitas através do telefone não têm enquadramento legal, de alguma forma violam até o próprio código deontológico da Ordem dos Médicos” e é preciso “repensar muita da regulamentação que existe para a medicina à distância de uma forma geral”.