O construtor americano revelou mais um vídeo onde se torna evidente o que as câmaras do seu sistema Autopilot captam, a forma como analisam as diferentes situações e obstáculos que lhe aparecem pela frente e como determinam o nível de risco que lhe colocam. Ao contrário dos restantes fabricantes, que confiam em radares e câmaras de vídeo, por esta ordem, a Tesla opta por favorecer as câmaras, por achar que alguns dos problemas que enfrentou no passado foram provocados pela incapacidade dos radares em detectar determinadas situações.

As imagens mostram o Autopilot a manter-se dentro da sua faixa de rodagem, mesmo nas curvas da via rápida que parecem mais fechadas, ou seja, com raio mais curto, sendo aqui que reside uma das vantagens da Tesla, pois o seu sistema de ajuda à condução, o tal Autopilot, é capaz de aplicar mais “força” no volante, o que lhe permite descrever curvas mais apertadas do que a concorrência.

Além de se manter dentro da faixa de rodagem, o Autopilot vê tudo o que se passa à sua volta, separando o que é móvel do que está imóvel, catalogando-os sempre que possível e descurando quando interferem com o percurso a seguir. A avaliar pelas informações anexas a cada veículo, o sistema de nível 3 mede constantemente a distância aos veículos que circulam à sua frente e não apenas na sua faixa de rodagem, ficando em alerta caso esta diminua a um rácio anormal.

De recordar que estamos perante um sistema semiautónomo (e daí o nível 3), daqueles que ajudam o condutor e asseguram uma viagem mais relaxada, permitindo-lhe circular durante 30 ou mais segundos sem colocar as mãos no volante, mas sendo sempre seu o dever de verificar se tudo está a correr bem e, mais do que isso, sendo sua a responsabilidade caso algo corra mal.

O Autopilot começa por catalogar tudo o que vê por um sistema de cores, em que vermelho é para objectos que desconhece, laranja para estacionários, amarelo para parados e verde para os que estão em movimento. Depois, há o cruzamento de elementos, com a câmara a identificar e a catalogar o que vê, e o radar a determinar se se movem e como. Isto tendo em conta que o radar vê tudo em 3D, que depois o sistema converte em 2D, o que pode resultar nalguma perda de informação.