O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, afirmou esta sexta-feira que os preços da energia tiveram “descidas importantes” com o atual Governo, nomeadamente na energia elétrica, que este ano “está a baixar” pela primeira vez em 18 anos.

Desde que entrámos no Governo — trabalhando nas margens, na regulação e no cumprimento dos contratos –, conseguimos descidas importantes de preços de energia, nomeadamente na energia elétrica que este ano está a baixar pela primeira vez em 18 anos”, disse o governante que respondia a questões dos jornalistas, à margem da sessão de balanço do Programa Nacional de Investimentos 2030, nas áreas de Ambiente e Energia, em Lisboa.

O ministro afirmou ainda que se observou uma “descida considerável” de 4% nas tarifas de acesso, mas também no gás, em que as reduções das tarifas “foram mais pronunciadas” até mais de 30% para os setores industriais e de 20% para as famílias.

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Caldeira Cabral explicou também que o Governo “está [neste momento] a fazer uma política coerente com esta” e que passa por “continuar a apostar” nas energias renováveis e, em particular, no solar, onde houve uma grande evolução tecnológica que permite uma grande expansão” desta fonte de energia em Portugal.

Segundo o ministro, o objetivo é “triplicar a produção” da energia solar até 2020. E prosseguiu: “Trata-se de um objetivo que já estamos a concretizar-se com o licenciamento de mais 1.000 megawatts que estão já a começar em investimento, mas esse investimento vai ser feito a preço de mercado e sem aumento de custo para os consumidores”.

O que constatamos é que, até hoje, dadas as tecnologias e as condições excecionais que Portugal tem para produzir energia solar, que é possível, é rentável e há muitos investidores a concorrerem para produzir energia solar” no país, salientou.

Daí que Portugal deva continuar a ter uma política ao nível das energias renováveis que “se tem distinguido mundialmente”, disse o ministro, lembrando que deve fazê-lo “sem mais défices tarifários, sem mais custos para os consumidores e para as famílias e sem pôr em causa a competitividade das empresas”.

Caldeira Cabral falou também da importância das interligações e afirmou que Portugal está a reforçar a interligação com a Europa e que está em conversações com Marrocos. As interligações com mercados como a Europa e Marrocos podem contribuir para “baixar os custos de energia”, esclareceu, adiantando que “aumentam muito” a eficiência do mercado energético num contexto em que as energias renováveis têm um maior peso.

O ministro referiu ainda que ao nível da energia e em termos de fundos estruturais contemplados no Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (PO SEUR), a que acresce uma parte de fundos regionais, há cerca de 1.100 milhões de euros em investimentos em melhorias do sistema de eficiência energética para que as empresas possam ser mais competitivas, com menor fatura energética e contribuírem com menores emissões.

“Temos de olhar para a melhoria energética não como um sobrecusto para as empresas, mas como uma melhoria na sua forma de produção, pois torna-as ambientalmente mais responsáveis e reduz também os custos”, precisou o responsável.