Rádio Observador

Inteligência Artificial

Banco alemão quer robôs a escrever notas de análise sobre ações

Commerzbank está a testar uma tecnologia de Inteligência Artificial para perceber se será possível escrever relatórios de análise sobre empresas sem recurso a humanos. O objetivo é cortar custos.

DANIEL REINHARDT/EPA

O gigante alemão Commerzbank está a testar uma tecnologia de Inteligência Artificial (AI), originalmente criada para escrever — sem intervenção humana — textos sobre desporto, para perceber se é possível escrever notas de análise (research) sobre ações e empresas cotadas. Confrontado com a nova regulação dos mercados financeiros, a DMIFII, que está a cortar nas receitas dos bancos de investimento, o banco alemão quer perceber se os “robôs” podem ser uma resposta para cortar custos.

O projeto é uma parceria com uma empresa chamada Retresco, onde o Commerzbank investiu há cerca de dois anos através da sua incubadora de startups financeiras — as chamadas fintech –. Segundo o Financial Times, o projeto está numa fase muito preliminar e ainda faltará algum tempo até que seja possível produzir notas de análise com qualidade suficiente, sem mão humana, para que o banco admita enviar aos clientes.

Os analistas de research trabalham, por norma, em bancos de investimento e não participam diretamente em transações de ações, obrigações ou outro tipo de investimentos. O seu trabalho é analisar a informação financeira das empresas e colocá-la em perspetiva, com vista a vender essas análises a quem participa no mercado através da compra e venda de ações, como é o caso das gestoras de ativos, por exemplo. A ideia seria que parte deste trabalho de análise e produção de texto fosse feita por este algoritmo de inteligência artificial — a começar pela análise de relatórios e contas que as empresas publicam periodicamente junto dos mercados.

“Há, claramente, trabalho que pode ser feito, partes do processo de análise que podem ser melhoradas graças a algos [algoritmos] e ferramentas de inteligência artificial”, afirma um banqueiro citado pelo Financial Times, acrescentando que os resultados das empresas são um caso de algo que pode ser “escrito por robôs”.

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