Renamo

Desarmamento da Renamo é essencial para a paz, defende Presidente moçambicano

Filipe Nyusi, presidente moçambicano, defendeu a urgência do desarmamento, desmobilização e reinserção social dos homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).

ANTÓNIO SILVA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, considerou esta segunda-feira em Maputo o desarmamento da Renamo, principal partido da oposição, fundamental para a manutenção da paz no país, apontando o diálogo contínuo como instrumento para a estabilidade.

Filipe Nyusi defendeu a urgência do desarmamento, desmobilização e reinserção social dos homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), numa declaração à nação na Praça dos Heróis, por ocasião do 43º aniversário da independência nacional. “O desarmamento, desmobilização e reinserção social dos homens armados da Renamo são a condição sine qua non para um país democrático, estável e pacífico”, declarou o chefe de Estado moçambicano.

“Não há alternativa ao desarmamento, desmobilização e reinserção social do braço armado da Renamo e devem começar já”, acrescentou. Filipe Nyusi exortou a nova liderança da Renamo a honrar os compromissos assumidos por Afonso Dhlakama, líder do partido falecido a 3 de maio, no sentido de assegurar o desarmamento da organização. “Apelamos à serenidade da nova liderança da Renamo, para que, com maior brevidade, se alcance a paz e a reconciliação efetiva no país”, afirmou Filipe Nyusi.

O chefe de Estado moçambicano manifestou o desejo de que a Renamo esteja desarmada antes da realização das eleições autárquicas de 10 de outubro deste ano, para que o escrutínio decorra num ambiente de tranquilidade.

Filipe Nyusi apontou a instauração de uma paz duradoura e a estabilidade política e económica como os principais desafios que o país enfrenta, 43 anos após alcançar a independência de Portugal. “Esta data constitui um marco indelével na nossa história de luta e remete-nos a uma reflexão permanente sobre a nação que queremos construir”, afirmou o Presidente moçambicano.

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