A epidemia de ébola na República Democrática do Congo “foi contida em grande parte”, anunciou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS), advertindo contudo que “não pode ser considerada extinta”. O porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, disse em conferência de imprensa que os peritos têm confiança, mas estão cautelosos, sobre os bons resultados das medidas de controlo que foram aplicadas.

No entanto, acrescentou, também assinalaram a necessidade de manter uma resposta firme para que não ocorra um surto da epidemia. “A experiência ensinou-nos que basta um único caso para desencadear o seu regresso e com rápida expansão”, disse Jasarevic numa referência à anterior epidemia de ébola que entre 2014 e 2016 vitimou mais de 11.300 pessoas na África ocidental.

Durante o atual surto, a OMS registou 38 casos confirmados, 14 casos prováveis e três suspeitos. No entanto, 28 pessoas morreram devido ao vírus do ébola desde início de maio, quando este surto foi detetado na República Democrática do Congo.

Desde o início da campanha de imunização contra o ébola da República Democrática do Congo, a OMS e os Médicos sem Fronteiras administraram a vacina a cerca de 3.280 pessoas que tiveram contactos com doentes.

A OMS considera que a atual estabilização da doença “é um passo importante para terminar com o surto mas, no entanto, não é o final”.

“Seguimos num modo de resposta ativa e as nossas equipas estão a fazer o seguimento de até 20 alertas diários”, comentou o porta-voz.